sexta-feira, 28 de abril de 2017

A ARTE DE CONTAR E OUVIR HISTÓRIAS: A ESCOLA, AS CRIANÇAS E AS HISTÓRIAS

OFICINA SOB O OLHAR PSICOPEDAGÓGICO
Ministrante: Claudete T. da Mata

Público: Educadores em geral, Graduandos, Contadores de Histórias, Mediadores de Leitura, Arte-Educadores, Poeta e demais atores.
Objetivo Geral: Conhecer o Papel dos Contos no desenvolvimento sócio-afetivo-cognitivo da criança e as suas possibilidades de ensino e aprendizagem na Educação Infantil e nas Séries Iniciais. E todos os níveis de Ensino e Aprendizagem.

ERA UMA VEZ...

Autoria: Claudete T. da Mata
Pedagoga, Especialista e Mestre em Psicopedagogia
Telefone: 048 99600-6680
Florianópolis, SC/BR.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

* CONTAR E OUVIR HISTÓRIAS
São duas atividades milenares (narrar e escutar) presentes na vida de todos os seres humanos, independente de sua origem. Assim, crianças adultos vão se relacionando com o universo oculto, do reino da imaginação num encontro com o sagrado. E os contadores de histórias vão sendo preservados pela arte da palavra enquanto as histórias vão com os seus narradores vão se tornando inesquecíveis ao serem recebidos pelos ouvintes. E as histórias, cada qual no seu tempo e espaço único, vão sendo transformadas por contadores experientes e os seus ouvintes afetivos...

O contador de histórias desata a imaginação...

                                * CONTO

* Uma palavra de origem grega “kontós”, e do latim “contu”.
* Uma arte indispensável na vida escolar das crianças, e dos adultos.
* É Narração falada ou escrita responsável, onde os narradores responsáveis são os professores, e as crianças ocupam o lugar de ouvintes e, que por sua vez, também ocupam lugar locutores, expondo o que ouvem no universo infantil e relatando fatos.
* Os Contos são apreciados pelas crianças que, após uma sessão de histórias, se transformam em pequenos contadores, do tipo que omite e/ou acrescenta um ponto em cada conto, enfatizando o ponto de interesse.
                                                        A ESCOLA
* Um universo cheio de rotina destinada à vida dos alunos, desde a mais tenra idade.
* Nas interações educativas, Contar História é uma arte reconhecida pelos educadores como: uma atividade que desperta a paixão das crianças pelos Contos de Fadas que se transformam em Histórias Inesquecíveis, desde os primeiros embalos no berço materno até o universo escolar, tornando-se insubstituíveis.
* Mesmo que se possa divergir sobre as razões de seu valor, A Arte de Contar Histórias possui objetivos que capazes de atender as necessidades do campo imaginário das crianças, adolescentes, adultos e idosos, tais como: a ampliação do Mundo Simbólico que precisa continuar ativo na adolescência, ser reativado na fase adulta, permanecendo até a terceira idade, dando ênfase à mente saudável, ou seja, ao pensamento criativo.
* No universo escolar, ou fora dele, todo as pessoas envolvidas na Rotina dos Contos adquirem um estima especial pela Roda de Histórias, para alguns vira um Saral de Contos que proporciona aos historiadores e seus ouvintes a chave de vários mistérios.
  * HISTÓRIAS QUE PROVOCAM O FUROR NO UNIVERSO INFANTIL

·        BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES;
·        JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO;
·        BELA ADORMECIDA;
·        RAPUNZEL;
·        OUTROS CONTOS DE ENCANTAMENTOS.
Estas Histórias são lidas e relidas, repetidas vezes solicitadas pelos pequeninos ouvintes. Assim essas histórias são contadas e repetidas inúmeras vezes, quantas vezes for preciso, elas passam a ser ações auxiliadoras na elaboração e (re) elaboração de conflitos interiores – ou seja: passam a ser elementos de sublimação de emoções implícitas, principalmente às crianças quando pedem aos adultos para repetirem a mesma história inúmeras vezes.
                                     CONTADORES DE HISTÓRIAS
São locutores que possuem a abertura para acrescentar detalhes planejados e/ou improvisados em cada conto. Portanto é dado aos narradores orais, o direito de fazer uso do velho ditado: “Em cada conto se aumenta um ponto”.
CRIANÇAS:
* São ótimos ouvintes na captação do enredo narrado. Seja por meio da  contação de histórias ou através da mediação de leitura compartilhada. Assim as crianças vão se tornando impacientes na trajetória sequencial das histórias favoritas. Elas pertencem a um grupo de ouvintes habituados a cobrar determinados pormenores que levam os contadores de histórias à recriar o enredo de maneiras particular ao narrar cada Conto. É quando tudo na história pode sofrer mudanças. A começar pela voz das  personagens sofre: hora com tonalidade cruel, hora ridícula..., provocando diversos sentimentos na platéia.
            * O PAPEL DOS CONTOS NA VIDA DA CRIANÇA
Mesmo parecendo aleatória, faz muito sentido ao pensarmos que os Contos de Fadas têm a peculiaridade de transportar as crianças para dentro de um universo fantástico com possibilidades de tratar os conflitos relacionados com a realidade de cada de cada ouvinte, conflitos de diversas situações, tais como:
·        sentimento de abandono;
·        competitividade;
·        sentimento de perda;
·        medo ao ataque;
·        necessidade de construção da identidade e autonomia;
·        dramas sócio-familiar;
·        relações turbulentas;
·        outros substratos inerentes à formação saudável de cada sujeito.
Os Contos possuem vários objetivos que vêm contribuir com:
·        a solução de conflitos na aquisição de um final feliz;
·        o despertar do prazer pela leitura e escritura nas crianças;
·        o interesse e concentração no plano individual e coletivo;
·        a organização da capacidade de escuta;
·        a constituição de brincadeiras expontâneas;
·        a organização de atividade responsável pela continuidade dos contos;
·        a criação de personagens e o fio condutor da narrativa;
·        o ato de contribuir com a criação de novos talentos no mundo do ERA UMA VEZ...

                         * RODA DE CONTOS

Integra diferentes momentos a serem trabalhados para conscientização dos narradores orais, como:
* Afetividade, colaboração e troca de experiências no grupo.
* Clima recheado de princípios desafiadores capazes de acalmar as crianças e o estabelecimento de limites.
* Envolvimento dos contadores de histórias por inteiro, onde alguns ficam divididos entre o conteúdo da história e o interesse das crianças, favorecendo muitas vezes o aumento da confusão na roda.
* Momento que reporta os adultos às lembranças do quanto era maravilhoso ouvir histórias na infância, em especial os Contos de Fadas.
* Falar sobre os autores, exemplo: ao contar a história de “Rapunzel”, falar sobre os Irmãos Grimm.
* Práticas para o desenvolvimento da atenção e concentração, para cativar no público, independente da faixa etária, o desejo de ler e de ouvir histórias.
* Têm a peculiaridade de transportar o público infantil para universos particulares, tratando dos conflitos interiores.
* Como desperta no grupo a necessidade de dialogar sobre a história contada? Por exemplo: conversando após a história.
* Repertório com recheio de magia a contribuir com a capacidade de desenvolvimento das estruturas de representação das crianças e a evolução do vocabulário e o crescimento emocional em grupo.
* Por que muitos ficam distanciados da leitura? Seriam estas, muitas vezes cansativa para alguns ouvintes? Por quê? 
* Como deixar claro para as crianças, os momentos em que se está lendo e quando se está contando uma história?
* Como Narrar histórias sem a presença do conteúdo escrito ou então: fazer mediações de leituras sem estar a cada narrativa mostrando as ilustrações?   

        * RODA DE LEITURA E CONTOS DE HISTÓRIAS:
Serve para comparar as diferentes versões observadas nas leituras através da interação professor-aluno, aluno-aluno.
* A história da Rapunzel: na primeira versão, a mãe de Rapunzel sente desejo de comer rabanetes durante a gestação; na segunda, come cerejas; e na terceira, come tomates.
* Pedagogicamente, acredita-se que a leitura de contos abre caminhos para as descobertas do público infantil, mostrando às crianças que até as histórias sofrem mudanças, dependendo da criatividade de cada autor.
* É uma Roda que necessita de uma grande diversidade de textos literários, perpassando pelos contos clássicos, populares, versos, prosas, trava-línguas e poesias...
* A leitura de histórias coloca as crianças frente à diversidade de expressão da linguagem, contribuindo para o desenvolvimento da potencialidade verbal e expressiva das crianças. 
* Este é um recurso pedagógico que necessita de um espaço próprio para a leitura, dentro ou fora da sala de aula, para a organização do material literário e acomodação do grupo reunido em roda, propondo a participação ativa das crianças das histórias e no diálogo enlaçado entre o livro e as crianças.
* Quando a história é curta, o ideal é que se leia mais de um livro na roda.
* Histórias longas, podem ser lidas em dois momentos, ou seja, em duas rodas de contos, retomando o que havia acontecido na leitura anterior, despertando o desejo pela leitura, causado pelo suspense provocado pela espera do dia seguinte.
  * A imaginação e as palavras: são instrumentos são instrumentos que as crianças têm para se relacionar com o mundo físico e social. Elas permitem que as crianças usem suas experiências passadas para lidar com o presente e o futuro, e crie sua própria filosofia para explicar o que observa.

Como fazer tudo isso acontecer?

  * PRATICANDO A LEITURA DE HISTÓRIAS NA RODA DE CONTOS:
A prática de uma boa leitura contribui com o desenvolvimento da atenção e concentração das crianças.
É um ato que torna as crianças mais atentas sem perder o fio sequencial do que foi lido.
Esta prática também contribui com a plasticidade cerebral na construção do esquema cognitivo necessário para a organização e representação de idéias seqüenciais indispensáveis na codificação e decodificação das letras nas palavras, das palavras nas frases e das frases nos textos.
Neste processo, é indispensável falar a respeito dos autores para que se estabeleça uma rede de comunicação mais ampla entre o autor e o contador; entre a escolha dos contos e a platéia, visando transporta-la para um universo misteriosamente fantástico.
Dentro deste universo as crianças podem tratar dos conflitos relacionados com diferentes sensações do tipo: abandono, competitividade, autonomia, medo à perda, necessidade de proteção, enfim, todos os dramas da turbulência humana, buscando uma solução de final feliz.
Observa-se que muitos adultos ainda preferem o velho procedimento na história: fazer uma simples leitura para as crianças, colocando-as sob o risco de distanciamento do conto que possibilita a automotivação na leitura de forma prazerosa.
Os adultos que observam a leitura dessa forma fazem com que o ato de ler se transforme numa atividade cansativa.
Ler histórias ou cantá-las enriquece o universo da leitura e o conhecimento da história, por isso, a importância de deixar claro para as crianças, quando estamos lendo e quando estamos contando sem fazer leitura. Assim, cabe aos professores praticantes desta forma de ensinar, procurar colocar a platéia frente à diversidade e à potencialidade de expressão da língua escrita e falada, comprometidos com o desenvolvimento da sensibilidade verbal e expressiva das crianças.
Na prática pedagógica, é necessária a organização de um espaço e horário para a leitura em sala, reunindo o grupo em rodas para que todos possam participar de forma ativa na escolha da história e no diálogo estabelecido entre o livro e o leitor.
Numa roda pode ser contada mais de uma história, quando se trata de livros com histórias curtas.
Livros com histórias longas podem ser lidos em duas rodas, sempre retomando o que aconteceu na roda anterior para, então, dar continuidade à história.
Torna-se importante que as crianças, também, contribuam, trazendo livros de suas casas para enriquecer o repertório dos contos: De Bruxas, Duendes e Gnomos, Dragões, Gigantes, Feiticeiros, Folclore... Enfim, o papel do contador é explorar contos apreciados pelas crianças para introduzir os contos ainda não conhecidos por elas.
           *  HISTÓRIA DE FICÇÃO E HISTÓRIA REAL
Muitas pessoas supõem que as histórias de ficção são adequadas para as rodas de contos. Também supõem que essas histórias pertencem à chamada literatura infantil.
Outras supõem comum porque as crianças gostam desse tipo de história.
Este gostar não é uma exclusividade, pois, muitas vezes as crianças se encantam com os relatores da vida cotidiana dos professores, dos pais e delas mesma. São histórias do tempo em que elas ainda não tinham nascido, de como era a vida no tempo dos avós, de como vivem os índios e outros povos na atualidade, etc...
Geralmente, o contador de história não leva em consideração o fato de que a separação entre história de ficção e história real envolve conceitos (verdade, realidade, irrealidade...) conceitos que as crianças ainda não têm condições de formular ou compreender, conceitos dos quais elas tentam se aproximar quando procuram estabelecer o que “é verdadeiro” e o que é de “brincadeira”, mesmo que se saiba que, durante um período da infância, a validade desses dois conceitos fica subordinada à opinião dos adultos. 
Como se percebe, o repertório de histórias a contar na roda de contos pode ser amplo, envolve, além de obras literárias nacionais e estrangeiras, as histórias veiculadas pela tradição verbalizada das comunidades, do Estado e do país ligadas à tradição de outras culturas, ou seja, as histórias da História de outras civilizações, etc.

                            PORQUE EM FORMA DE RODA?

Esta é uma situação estratégica muito privilegiada para tarefas em grupo, por permitir igualdade de condições, de espaço, audição e melhor visibilidade para todos os integrantes.
Esta forma favorece a fluência das ações que a tarefa envolve. É uma forma pedagógica que serve para desenvolver diferentes tarefas no grupo. 
As histórias contribuem em diferentes aspectos da vida pessoal e escolar da criança. Elas podem ser incorporadas aos planejamentos e nos relatórios de classe.
Os professores podem atuar de acordo com o que observam, explorando os aspectos privilegiados das relações história-aprendizagem e história-desenvolvimento.
De acordo com os pressupostos psicanalíticos, algumas histórias podem ser utilizadas como relaxamento, apaziguadoras de excitação das crianças em determinadas situações de conflitos interiores.
Outras histórias fornecem subsídios instrumentais para elevar as ações cognitivas na busca de resoluções de questões lógicas do seu ponto de vista.
Pode-se perceber, nas diferentes visões teóricas as histórias possuem objetivos específicos, assim como: fornecem subsídios terapêuticos na vida escolar dos alunos. Por isso, devem ser estudadas e analisadas pelo contador antes de serem levadas aos alunos.
Justifica-se que este ponto de vista geralmente se fundamenta na leitura psicanalítica dos “Contos de Fadas” (livro de Bettelheim).
As histórias servem para alimentar os jogos dramáticos, informar conhecimentos da língua escrita, trabalhar com a linguagem corporal-gestual, estimular o vocabulário verbal, educar a escuta, ampliar o universo de representações, enriquecer as interações, trabalhar o nível de autoconfiança e auto-imagem... É um instrumental didático, ainda muito restringido em dadas realidades escolares.
Alguns autores contemporâneos têm mostrado que, tanto a visão acadêmica quanto a terapêutica costumam limitar o repertório das histórias a um elenco reduzido da literatura infantil (contos de fadas, fábulas, etc...), limitando, também, as suas funções e reduzindo os seus objetivos para a sua aplicação no convívio dos alunos.
Com isso, as histórias perdem o lugar que deveriam ocupar no currículo escolar enquanto uma linguagem a ser introduzida, conhecida e descoberta nos aspectos que lhe são próprios (aspectos internos).
As histórias necessitam ser reconhecidas como portadoras de inúmeras significações sócio-culturais, históricas, emocionais, lingüísticas, literárias.
Por ser uma linguagem rica em significações, as histórias devem ser selecionadas, assim como, dever ser escolhido o momento da rotina que lhe será dedicado para que a própria criança possa descobrir o prazer de ser ouvinte e, também, um contador de história.
Os “Contos de Fadas” ainda tem sido uma fonte de ensino e aprendizagem muito apreciada pelos professores e alunos da Educação Infantil e Séries Iniciais.
A Roda de Contos traz em seus objetivos a tarefa de criação de rotinas nas interações e intervenções pedagógicas. É um instrumento pedagógico que serve para informar o professor sobre os aspectos do mundo simbólico infantil – aspectos que promovem o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.
Na visão acadêmica, as histórias são vistas como elementos que promovem a aquisição de determinados conceitos e habilidades, para alcançar determinados objetivos de desenvolvimento infantil. 
                                    O BOM CONTADOR
O bom contador é aquele que gosta de ler, que aprecia uma boa história, que possui a capacidade de despertar na platéia o desejo de ouvir mais e mais histórias, de levar os ouvintes ao diálogo interior sobre as coisas que gostam e sobre como os seus ouvintes se relacionam com as histórias... Também, fazer aquela viagem enquanto o narrador está a retratar o universo da história contada. É quando o ouvinte-leitor, nessa viagem começa a falar consigo mesmo – uma espécie de conversa sobre as coisas que ouviram dos mais velhos.
O bom contador é aquele que leva a sério o fato de estar relatando um pouco da cultura, procedendo com respeito.
Ao contar uma lenda, por exemplo, quando o contador de histórias envolvido com o universo das histórias a percorrer por todos os cantos do enredo, naturalmente, consegue transmitir conhecimentos, dando a entender parte do mundo de significados que organizam as relações entre as pessoas. Sabe que uma roda de contos é uma sutil ocasião de ensino em que: em perceber, os ouvintes aprendem.
A conduta do contador necessita ser perfeita; seus gestos, seu olhar, o nível de compreensão que vai relatando, não fazer interpretações do que descreve, dá explicações do conto somente quando ele julga indispensável à compreensão da platéia, convidando os ouvintes a preencher de significações os elementos significantes (contos, lendas, etc...).

Referências Bibliográficas:

CLÉO BUSATTO O Fio da História: Por uma educação pela paz – Curitiba/PR: Artes & Textos, 2011.
___________ Práticas da Oralidade na sala de aula. SP: Cortez, 2010 (Oficinas aprender fazendo).
___________ Contar e Encantar: Pequenos segredos da narrativa – Petrópilis/RJ: Vozes, 2012.
OBS. Outras bibliografias vão sendo incluídas no decorrer das aulas.
CHAUÍ, M. de S. Os trabalhos da memória. In: BOSI, E. Lembranças de Velhos. SP: T.A. Queiroz, 1979.   
GRIMM, Jakob. Os Contos de Grimm. São Paulo: PAULUS, 1989. 
MACEDO, L. de. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
MARINHO, F. R. Professor da pré-escola. v.1, v.2. Rio de Janeiro: FAE, 1991.
RUBEM ALVES. Editora: Bestbolso. Ao Professor, Com o Meu Carinho - Categoria: Literatura Nacional / Contos e Crônicas.
TATIANA BELINKY. Os Contos de Grimm. Tradução do alemão – SP: Ed. Paulus, 1989.




 Claudete T. da Mata. A arte de contar e ouvir histórias: a escola, as crianças e as histórias. Florianópolis/SC, 2001.