domingo, 28 de junho de 2015

23 de junho de 2015 - Processo de Criação Literária: Um exercício como complemento de inspiração!

"Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar." (Esopo)


MOMENTO DE CRIAÇÃO COM ELEMENTOS INSPIRADORES
Ao chegar, o grupo já estava reunido a assistir um filme baseado numa das fábula de Esopo - filmagem animada com origamis criados pela Leoa Albertina Saudade Fonseca, grande colabora do grupo que neste dia nos brindou com a sua arte magistral.
Cenas do vídeo - impressionam e fazem ver a arte em movimentos. Esta foi uma tarde em que todos sentiram a necessidade de repetir um vídeo mais de duas vezes para apreciar uma obrar em que a autor desperta o interesse do leitor pelo texto em imagens.
Após o momento de observação de todas as cenas, o grupo foi orientado sobre os procedimentos da arte de exercitar o processo criativo literário, tendo neste encontro como objetos de inspiração: Vídeo com formas animadas em origami.

Os integrantes da Oficina Literária Boca de Leão passam por este exercício de Criação Literária por meio de elementos inspiradores, para o refinamento do processo de criativo onde possam vencer os seus obstáculos certos da companhia do outro no momento de estruturação da criação. Ao ver o resultado desta nova etapa vivida em grupo, em que agora todos os Leões Veteranos conseguem escrever com consciência, digo ser este um espaço para se aprender a aprender como ser de fato um Escritor Moderno e ao mesmo tempo Contemporâneo, continuarei levando ao grupo elementos capazes de fornecer complementos de formação em Literatura, mesmo não estando dentro do universo da academia universitária.

Assim estarei levando a todos os interessados em Literatura e ser um Escritor Atualizado, independente de onde vem, qual a sua área de estudo e formação, leigos ávidos de desejo de saber e de ser escritor ou contador de histórias, todos os interessados: as nossas portas sempre vão estar abertas para quem desejar entrar e viver com a nossa Matilha todos as fases em grupo. 

A par de uma vertente centrada no estudo e pesquisa de autores da contemporaneidade e outros que estejam dentro das nossas leituras, este Oficina possui uma vertente temática baseada no conceito de “criação literária consciente”, um assunto a ser visto cotidianamente, pelos seus integrantes, por ser um dos mais transversais a todas as áreas do saber e às condições de aprendizagem de cada um.

O Processo de Criação, por si é gerador de um cruzamento pluridisciplinar que possibilita a confluência de várias linguagens a serem estudadas, para desenvolver intersecções, articulações e sínteses de assuntos globais entre várias conteúdos. Este sempre será o centro de aglutinação do saber capaz de aproximar a literatura de outras artes, por que não, também, de outras ciências, fomentando-se uma contaminação mútua com a intensão de impulsionar a estética da fala falada e da fala escrita moderna e contemporânea onde todos tenham a consciência do importante momento de ruminar o verbo ou fazer como as lavadeiras de Alagoas ao torcer cada escritura, até que todas as vírgulas se encaixem. 

Minha justifica se fundamenta pela preocupação de oferecer um leque de conhecimentos significativos de elementos e seus momentos sem a pretensão de impor o meu estilo criativo, mas sim de estar refinando os diferentes estilo, dando a cada integrante as optativas de várias leituras e formas de trabalhar e exteriorizar a sua imaginação do jeito que lhe agrada fazer. Proporciono ao grupo uma estratégia de abordagem atenta à heterogeneidade, interatividade e a oportunidade de experimentar a própria capacidade de fazer e Ser com sapiência consciente, substratos que marcam os processos criativos na contemporaneidade e que dão aos integrante as condições de serem escritores modernizadores. De que adianta ser um criador moderno sem condições de troca e busca do saber, ao agir como as hienas que matam as suas presas além da necessidade?

 O gênero humano não é a casa onde não nasceu...
Não retrata as influências que não viveu,
Não brinca com os brinquedos não brincados,
Não é a casa ou o apartamento que não o ensinou a andar,
Não traz consigo a escola que não lhe ensinou o BEABÁ
É a educação que recebeu mesmo quando contrariado.
Se cresceu de corpo já não é mais criança,
Precisa pensar como gente grande.
É aquilo que deseja viver, mas nem sempre sabe.  
(Claudete T. da Mata)
 E o grupo se pôs a trabalhar. Aldo Rudy (atrás da Albertina, à esquerda) ficou um tanto desconfortável e falou sobre sua dificuldade de colocar as suas ideias no papel da forma que fazemos. Maximiliano (atrás de Aparecida, à direita) ficou observando os colegas enquanto exercitava a escrita com objetos inspiradores.
Enquanto todos o grupo estava concentrado na tarefa literária, o vídeo foi congelado.
Cena de um corvo que voa com um ovo na boca. No caminho ele encontra uma raposa que parece lhe dizer: "O galo tem um canto bonito." O corvo, ao cantar para se mostrar, deixa o ovo cair direto na boca da esperta raposa. Ao encerrar o momento de criação, Albertina revelou a todos sobre a fonte de inspiração do vídeo: "A raposa e as uvas". Ela falou um pouco sobre a fábula de Esopo, o fabulista grego, nascido na Trácia, na região da Ásia Menor (século VI a.C). Personagem de caráter e postura mítica, dizem os historiadores que Esopo foi um escravo libertado pelo seu último senhor: o filósofo Janto, também conhecido por Xanto. Ele foi considerado o grande representante do estilo literário "Fábulas". Por possuir a capacidade da palavra e a habilidade de contar histórias curtas que retratavam os animais e a natureza, sempre com finais acompanhados de tiradas morais, as suas criações literárias da categoria fábulas inspiraram Jean de La Fontaine, o francês nascido em 1621, filho de inspetor de águas e florestas, que estudou teologia e direito (Paris), sendo que seu interesse maior sempre foi pela literatura. Ao conhecer as escrituras de Esopo, La Fontaine foi o primeiro a reconhecer o talento do escravo que sabia ler e escrever. Suas fábulas foram objeto de milhares de citações através da história, por exemplo, por Heródoto, Aristófanes, Platão, além de diversos filósofos e autores gregos.
Wikimedia CommonsAs primeiras versões das fábulas de Esopo, são do séc. III d. C. Pouco sabemos sobre de muitas das suas obras e seus contos, alé de saber que os animais, além de falar, também tinham características humanasElas foram traduzidas para vários idiomas. Portanto não existe uma só versão que se possa afirmar ser a mais próxima da original. 
Além de La Fontaine (foto ao lado), destaca-se, entre outros estudiosos das obras esopianas, como: Émile Chambry, outro conhecedor da língua e da cultura gregas. Segundo pesquisas, em 1925 um escritor Chambry publicou, Aesopi - Fabulae (Fábulas de Esopo), contendo 358 fábulas atribuídas ao grande mestre das fábulas.
A Raposa e as Uvas é um exemplo das mais conhecidas entre as centenas de fábulas que Esopo deixou sair das suas vivências ruminadas nos fios da sua memória.
Sempre tive, como ainda tenho, o cuidado de levar outras falas além da minha, ao grupo, para que todos possam ter acesso a outras visões e seus teóricos, outros pensamentos, outros caminhos. Em maio conseguimos conhecer um pouco de Clarice Lispector. Ouvimos da própria Lispector um pouco sobre a sua trajetória no universo literário após ler e ter dois momentos de análise do seu texto "A Galinha". Em junho o grupo assistiu um vídeo com Ana Maria Machado, sobre a sua trajetória literária - que resultou num momento de discussão e muitos questionamentos. Em julho vamos assistir o vídeo de Lispector e ver como vai ser a recepção do grande grupo ao ouvir da própria autora sobre o seu processo de criação literária.

Teóricos contemporâneos têm discutido sobre a complexidade do tema que estamos trabalhando há quase três anos na OLBL: Processo de criação. Na Oficina Literária Boca de Leão, a cada encontro nos reunimos com as nossas ideias cheias de conteúdos que sempre nos levam à discussão sobre este processo na produção literária. São encontros acompanhados de objetos que inspiram a imaginação e aguçam a capacidade de criação em constante reflexão para quem deseja levar aos leitores uma escrita de qualidade.

Descobrir a natureza do processo criativo no universo literária, ir em busca daquilo que o movimenta e lhe oferece sustentação contínua, conhecer as razões que move o processo criativo, em grupo, tem sido fonte de muitas indagação que nem todos ainda conseguiram alcançar além dos frequentes questionamentos interiorizados que estimulam uma curiosidade e uma inquietação sempre que paramos para ler o que conseguimos fazer. 

A necessidade de justificativas de alguns, sobre as suas preferências de lugar confortável onde o imaginário possa fluir melhor, poder trabalhar o imaginário sem a preocupação com o tempo, estar num ambiente sem o olhar do outro, estar livre para proceder do seu jeito para que faça um bom texto... são momentos que surgem como se cada um tivesse que justificar-se sempre que alguém faz um questionamento ao não concordar com o que o outro fez, provocando um certo desconforto em alguns integrantes. É quando entro na discussão e faço alguns apontamentos necessários ao processo de revisão em grupo, sem contrapor com as preferências deste ou daquele, diante dos questionamentos envolvendo a criação do outro. Então preciso falar sobre o processo de criação literária como escritora e ao mesmo tempo como observadora e orientadora. De qualquer forma, prefiro limitar-me a cada oportunidade que surge e exige a minha fala para uma trocar de ideias com o grupo. Entretanto, temos integrantes que, numa explosão de olhares, entram com as suas ideias sobre como fazer para que a criação literária do outro seja da forma como é vista dentro do seu modo de ver o processo de constituição literária e sua estruturação.


Neste jogo onde muitas falam aparecem ao mesmo tempo, ao mostrar o seu ponto de vista, o interlocutor acaba anulando o olhar do outro a título de uma intervenção que convença a todos, e o desconforto se instala. Então chamo a atenção do grupo e retorno às devidas orientações, sem pretensões de dar a esta ou àquela exposição um encaminhamento geral ou genérico. Sabedora do estilo e a forma de colocação verbal de cada integrante, procuro clarear as ideias individual. Penso, como sempre venho fazendo, que para compartilhar experiências e contribuir com o aprendizado do outro, há de se pensar sobre como levar ao outro as nossas ideias e convicções. Tudo o que levo ao grupo, sempre conto com os fundamentos teóricos que justifiquem a minha interferência, tudo sem a intenção de desqualificar as exposições individuais. Então sim, podemos participar do momento de análise do processo criativo da literatura do outro, também, com a mesma possibilidade do outro fazer o mesmo conosco.

Neste dia tivemos mais um momento de colaboração e socialização de conhecimentos da nossa Leoa Albertina Saudade Fonseca. Ela nos brindou com um dos seus filmes de animação de uma fábula de Isopo, um encanto que atiçou o imaginário de todos.

Após uma série de assuntos discutidos, sugestões a apreciações, o grupo concluiu a tarefa e iniaram a leitura mostrando o que saiu de cada imaginação pós vídeo.
Idê Bitencourt escreveu um lampejo que vejo dentro da categoria romance - pela estruturação e os seguimentos textuais que poderão ser levados adiante e fazer nascer um belo romance, no futuro próximo. Esta escritora, além de começar a nos surpreender com as suas criações de contos, nos encanta com as suas poesias. Ela é uma poetiza que virou contista ao entrar para a nossa matilha.
Aparecida Facioli, uma leoa que está a cada encontro a nos surpreender. Ela tem exercitado a capacidade estruturação da categoria conto, e não é que tem crescido muito? Hoje ela foi aplaudida pela formidável criação. O vídeo e as orientações serviram para coordenador o seu processo de criação dentro da proposta da oficina. 
 Entre uma leitura e outra, sempre há necessidade de uma parada para reflexão e tirar dúvidas, clarear as ideias...
Saray Martins, com seu jeito arrojado de soltar as palavras, necessita controlar a sua impulsividade nestes momentos, para não assustar o outro. É quando entro para organizar as falas do grupo ao darem as suas opinião sobre criação do outro. Assim, mostro o quanto ainda precisamos buscar dentro de nós a coerência do pensar e o saber da escuta em respeito ao outro. Esta Leoa possui um jardim interior muito rico em conteúdo, entretanto, necessita passar com mais suavidade o seu saber. Assim vai estar, como sempre esteve, a colaborar mais ainda com o crescimento do grupo. 
Com o grupo aprendi muito, como ainda continua a aprender. Todos precisam estar certos do que procuram na OLBL e o desejam fazer. Entretanto, no papel de aprendizes, é preciso educar a fala, a capacidade de ouvir e aprender a escutar o outro, certos de que o coordenador do processo está atento (sem a pretensão de impor ideias), por isso faz as intervenções necessária ao clareamento do raciocínio e das necessidades, possibilidades e limites de cada integrante com o seu processo criativo e suas escrituras. Algo a ser cuidado em grupo para que não se confundam os papeis, para que juntos possamos saber como chegar um ao outro. Para tanto, é preciso saber fazer uso do pensamento de Sócrates: Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses. 

Natália fez três leituras: três contos surpreendentes para quem entrou na nossa Matilha, em março de 2015, acanhada e com a humildade de quem tem os devidos cuidados no seu fazer, independente do que tem a fazer. Natália é advogada e tem se revelado uma escritora que promete levar aos seus leitores uma escritura de qualidade e intensões bem elaboradas nas suas entrelinhas. Seu processo vem sendo estruturado pela sua sensibilidade e desejo de busca do saber escrever com o coração cheio de encantos do imaginário de quem vem de uma área onde o conhecimento exigido pode engessar o processo imaginário criativo. Mes esta leoa sabe como fazer sem deixar de ser a profissional fora da nossa matilha.
Uma parada para registrar o prazer de escrever e desenhar o imaginário com o apoio do objeto de inspiração emprestado por Albertina Saudade Fonseca. 

Tudo o que vejo aprendo com eles, sinto vontade de falar. Está faltando Evandro (por ora fechado na sua casa na conclusão de sua dissertação de mestrado), Luciane (não tem conseguido chegar no horário), Gabriel (sua mãe quebrou o fêmur, por isto não tem frequentado o grupo), Andrea e Luiza (mãe e filha estão estudando, com aulas todos os dias, por morar em outro município distante não conseguem estar em todos os encontros) Mariani (não conseguiu estar presente neste encontro por motivo de saúde do pai), Agustina (faltou por motivo pessoal), Beatriz (não tem conseguido sair antes das 19h de trabalho), Natália Rigo (não tem comparecido por motivo de trabalho na universidade - o dia é incompatível com a disponibilidade dela). Amo a nossa Matilha!
Albertina ganhou um tempo para ensaiar e mostrar a sua nova arte: Mediadora do livro e da leitura animada com origami. 

Estou a me vigiar para não deixar o grupo cair na zona de conforto da leitura mediada. Caso contrário, até eu caio. se isto acontecer, a arte de contar histórias acaba ficando de lado. Todos precisam aprender a ser um e outro narrador: Contador de histórias e mediador da leitura animada.

Ler um pouco sobre os grandes pensadores e o que eles deixaram à humanidade e seu desenvolvimento, também faz bem e contribui com o nosso crescimento e as nossas manifestações em grupo. Quando não sabemos ouvir, ler é uma forma de aprender no nosso cantinho particular.

Claudete T. da Mata

Indicação de leitura para entender melhor a si e os outros, antes de soltarmos o verbo e deixar o corpo falar desenfreadamente ao nos retratar em público, também, ao nos recolher para criar as nossas obras: KLEIN, Melanie. O Sentimento de Solidão. RJ., Imago, 1975.

COMENTÁRIO:

Albertina Fonseca

1 dia atrás  -  Compartilhada publicamente
Claudete mais uma vez o ensino acima de tudo nas tuas palavras escritas. Foi um dia muito proveitoso este e o que mais me surpreendeu foi a criação depois da visualização do filme. Mostra que todos têm muito dentro de si para dar. Bjs

sexta-feira, 26 de junho de 2015

DIA 16 DE JUNHO, ENCONTRO DO GRUPO BOCA DE LEÃO NA BPSC

Esta foi uma terça-feira, cheia de coisas boas. Aquelas que muitas vezes não são reveladas de imediato. É preciso aprender a aprender a observar as grandezas que surgem ao nosso redor, de repente, sem que ninguém fique à esperar. Assim aconteceu neste Dia. Um encontro especial. Recebemos mais dois leões: Agustina Fernández e Maximiliano Pessoa.
Da esquerda à direita: Albertina Fonseca (Amante das artes do Japão), Natália Bueno (Advogada e, após vir para a nossa matilha, está mais apaixonada ainda pela arte de "escrever com a alma"), Saray Martins (Aposentada do serviço público, desde de 2012 vem se dedicando à arte de fazer o que gosta, para ser feliz. É questionadora e fala pelo corpo inteiro. Está vivendo uma nova fase da vida que muitos dizem: Maturidade), Aparecida Facioli (Uma senhora matreira, apaixonada por tudo que decide fazer. Também está passando por uma nova fase, que muito tem a deixado sem saber que caminho seguir: Se interpreta, canta, dança, escreve, nada ou conta?). É a Vida dentro de cada Um. É uma Estrada a escolher. Escolhi 3: Dedicação à Família, à nossa Matilha de Leões e à Primeira Academia Brasileira de Contadores de Histórias. Larguei o teatro e outras tantas andanças. Foi o meu tempo de escolher! Albertina e Natália foram adotadas pela nossa Matilha, no início deste ano (2015), depois que conheceram o grupo em outubro de 2014. Elas gostaram e agora se apaixonaram pelos trabalhos dentro da Matilha. Sabem que não vamos viver sempre um Encontro de Rosas. Entretanto, sabem que a Vida em Grupo é uma estrada cheia de ondulações. Cabe a cada leão saber como trilhar por esta estrada de mão entrelaçada, na formação se uma corrente que não pode ser rompida.

Cada Elo precisa ser feito por uma Matilha de Leões cheios de AMOR, HARMONIA, ENERGIAS DE LUZ, RESPEITO PELA GUARDIÃ, AOS AMIGOS E SUAS FALAS, COERÊNCIA NO QUE VAI DIZER, CUIDADOS COM OS VERBOS RUMINAR PELO EGO, DEDICAÇÃO AOS TRABALHOS, SOCIALIZAÇÃO DOS SABERES DE CADA UM, ESTUDO, SAPIÊNCIA NA HORA DAS DISCUSSÕES, COOPERAÇÃO, NÃO INTERROMPER O BOCEJAR DAS IDEIAS DO OUTRO, RESPEITAR AS FONTES DE CONHECIMENTOS LEVADOS AO GRUPO, RESPEITAR AS PRODUÇÕES DE OUTROS AUTORES E ATORES, TOLERÂNCIA, PERSEVERANÇA, VONTADE DE QUERER FAZER, APRENDER A APRENDER, SABER VER, OUVIR E FALAR COM SAPIÊNCIA... UM POR TODOS E TODOS POR UM!  
SABER RECEBER OS NOVOS LEÕES, CERTOS DE QUE ESTAREMOS SEMPRE JUNTOS. CERTOS DE QUE O BEM SEMPRE VAI AFASTAR O MAL.
Assim foi. As leoas foram se apresentando ao novo Leão: Aldo Rudy, que também se apresentou e mostrou um dos seus projetos, seu interesse em estar conosco, suas pretensões ligadas à arte da oralidade, da escrita e das imagens... Foi uma fala intrigante, cheia de complexidades na explanação de cada desejo. Porém, as Leoas souberam como se comportar diante de todas as estranhezas que levaram, intimamente, muitos à catarse.
Mariani da Cunha apresentando o depoimento do Lobo Mal por meio da mediação da leitura - surpreendente.
Viviane dos Santos sorri encantada com o depoimento do Lobo. Maximiliano está concentrado e surpreso com o que encontrou nesta noite: um Lobo revelador.
Aldo Rudy, distraído com o depoimento do Lobo, até morde o dedo. Natália não acredita no que ouve. Este lobo Mal é mesmo um cara de pau.
E dizer que ele comeu dois porquinhos por conta de uma xícara de açúcar. Pode?
Foi um relato diferente da história contada há décadas. Até passei a gostar mais do Lobo Mal, viu?
Claudete T. da Mata

Entrevista com a Contadora de Histórias Claudete T. da Mata - 12.06.2015



Foi uma volta ao meu mundo infantil.

Regina Machado fala do contar estórias dentro de casa



Experiências de encontros onde o contador de histórias consegue estar ao experimentar as possibilidades do universo criativo e somos olhados pelas próprias histórias. Ou então, como acontece os nossos encontros com as histórias. Tudo sem receitas. "Contos tradicionais, recontar", nos oferece histórias que nos levam de volta às nossas trajetórias e conseguimos passear pelo tempo da nossa infância.

Regina Machado fala sobre o contar estórias dentro de casa



Arte de contar as histórias de pais para filhos, de boca em boca. E a voz com a função de cumprir coisas. Quando se usa a chave mágica do "Era uma vez..." A experiência internas da arte de contar histórias. Regina Machado revela sobre os nossos encontros com as histórias e as nossas viagens dentro delas.

A importância das histórias no mundo de hoje ( parte 2/3)



Aprender um pouco mais sobre a práxis do contador de histórias e o seu estilo voltado à categoria de contos de sua preferência. Cada qual do seu jeito.

A importância das histórias no mundo de hoje ( parte 2/3)



Tempo de ouvir histórias nos dias de hoje, algo de se prensar. Tempo de aprender, algo a se buscar em todos os tempos. Assim precisa ser e viver os contadores de histórias.

Existem várias formas de contar uma história, com Regina Machado!



Regina Machado fala sobre o contador como uma pessoa ausente e nos traz informações importantes sobre a arte de contar histórias e a função desta arte na atualidade. Sem limites, sem técnicas, sem fronteiras e os segredos da oralidade.

Existem várias formas de contar uma história, com Regina Machado!



Regina Machado fala sobre o contador como uma pessoa ausente e nos traz informações importantes sobre a arte de contar histórias e a função desta arte na atualidade. Sem limites, sem técnicas, sem fronteiras e os segredos da oralidade.

Existem várias formas de contar uma história, com Regina Machado!



Regina Machado fala sobre o contador como uma pessoa ausente e nos traz informações importantes sobre a arte de contar histórias e a função desta arte na atualidade. Sem limites, sem técnicas, sem fronteiras e os segredos da oralidade.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dia 12 de Junho: Tarde de agito e uma noite única na vida do Boca de Leão!

Ao chegar na Biblioteca Pública de SC (BPSC), encontrei a Leoa Fábia Barbosa, Albertina e Mariane. Estavam ansiosas à minha espera. Eu, prestes a completar os meus 57 anos de viagem, também estava cheia de vontade de chegar e viver mais um momentos único. Só não consegui dar atenção ao grupo das 15h, porque tive que cuidar de situações importantes, daquelas que não podem esperar. 
(Fábia ao lado esquerdo e Albertina Fonseca a nos olhar com o seu jeito de menina.)
O grupo entendeu porque na nossa Matilha todos sabem como subir nas asas do condão quando não consigo estar presente.

Foi um encontro de entrevista. Até a Albertina me fez companhia.Falei sobre a minha trajetória - da minha meninice até aqui. Mostrei como faço para deixar fluir a narradora que está em mim. Ao ser questionada sobre os categorias literária que mais gosto de contar, deixei transparecer o meu gosto pelas histórias das mulheres sábias, consideradas pelo povo da época: Bruxas. Deixei claro que na minha visão, desde criança, estas mulheres nunca me intimidaram. Elas não assim tão maldosas quanto vivo a escutar ao longo dos meus 57 anos. 
video
Fábia Barbosa, abre a entrevista para a sua dissertação de mestrado em educação.

As minhas revelações foram surgindo sob as janelas da memória onde precisei ir até minha infância. Falamos sobre a diferença entre as curandeiras consideradas bruxas por terem costumes diferentes das mulheres cheias de frescuras sociais. As feiticeiras - mulheres cheias de artimanhas e sempre prontas para colocar os seus planos diabólicos na estrada, devem ser as bruxas ruins que tanto as pessoas vivem a comentar. Gosto das bruxas e não das feiticeiras. As ruins não aguentar ficar perto de mim. Elas até entram nas minhas histórias, entretanto, deixo-as boas, mesmo que alguma dessas mulheres tente fazer o que muitos temem: Maldade.

Também falei sobre a minha vivência no tempo em que meus pais escolheram uma casa de ex-escravos para morar. Era uma casa mal assombrada. Nesse tempo, os quintais eram grandes e rodeados de grandes árvores onde as crianças brincam livremente. Nos fundos da casa da minha meninice havia um morro gramado. Eu adorava rolar morro abaixo. Era muito divertido e de embrulhar o estômago. 

Passei minha infância no meio de um povo cheio de crenças e crendices. No meio de tantas conversas ouvidas embaixo do porão das casas onde morei, o meu imaginário foi sendo alimentado sem que os adultos soubessem. Nos fundo da mata da casa mal assombrada havia uma goiabeira gigante para o meu tamanho. Ela tinha um galho rasteiro onde eu sempre encontrava um velho da cor negra, sempre a cortar um pedaço de tabaco (fumo), para fazer um cigarro de palha. Mas eu nunca entendi por que havia no canto de sua boca, um cachimbo sempre a soltar fumaça. Eu ficava apreciando tudo o que aquele velho fazia. Até ouvia o que ele dizia sem soltar as palavras. 

- Menina, um dia tudo isto vai acabar.

Hoje vejo que tudo acabou. A mata onde havia a goiabeira, não existe mais. Só a casa continua lá. Quando passo de ônibus, vejo que os antigos donos ainda não conseguiram vendê-la. No tempo da minha meninice, os adultos diziam que ninguém conseguia morar muito tempo naquela casa devido as almas penadas. É verdade. Quantas vezes minha mãe não conseguia dormir porque pessoas andavam durante a noite ao seu redor. Tinha gente que arrastava corrente, parecendo passos de pernas acorrentadas. Outros gemiam parecendo ser gemido de dor. Alguns sussurravam palavras abafadas. Tinha sempre alguém a cortar lenha com machado, no tronco que havia atrás da casa. Até Eu, de tanto ouvir e ver o desespero de minha mãe, também conseguia ouvir tudo isto. Era de arrepiar até os cabelos dos dedos dos pés.

Eu nunca tive medo de brincar no escuro da mata. À Noite dava de ver um facho de luz andar em círculo no meio da mata. Os adultos diziam que eram as almas penadas que saiam da tumba para vigiar os potes de moedas de ouro e prata, todos enterrados pelos donos das terras. Eram pessoas gananciosas e avarentas. Gente que preferia enterrar a riqueza, que deixar para alguém em vida. Outros diziam que era o Boitatá a cuidar da mata.

Do Boitatá eu tinha medo. Diziam que ele tinha uma boca do tamanho da noite. O bicho conseguia engolir um mar de crianças. Curiosa como sempre, Eu ficava escondida atras de um tronco de "cambucá" a espiar o Boitatá. Também diziam que ele protegia os potes de ouro esquecidos pelos donos. O bichão afugentava quem tentasse encontrar as riquezas enterradas na mata. E quando minha mãe levava Eu e meus irmãos para ver a brincadeira-de-boi, ao avista a Bernúncia, Eu lembrava do Boitatá e me tremia todinha. Ela parecia um dragão gigante - do jeito que Eu imaginar ser o Boitatá. Com a minha cabeça cheia de imagens a atiçar o medo escondido dentro de mim, Eu começa a chorar e solicitar que minha mãe voltasse para casa. Na minha imaginação, a Bernúncia parecia querer engolir nós quatro.

Quando o cantador iniciava a cantoria da Bernúncia:

"A Bernúnica é bicho brabo
Engoliu Mané João
Come pão
Come bolacha
Come tudo o que lhe dão..."

Minha mãe olhava o meu desespero e dizia:

- Para de chorar, senão a Bernúncia vai te pegar...

E não é que um dia ela me pegou? Acordei em casa, no colo do meu tio Zé a me abanar. Minha mãe não estava por perto. Diante de tantos acontecimentos, preferia brincar e me virar sozinha. Fui uma criança solitária. Dessas que preferem resolver os próprios problemas por terem aprendido que no meio de outros irmãos, as atenções não são divididas. Elas aprender cuidar de si.

Também falei sobre o meu processo de formação: do ensino primário ao acadêmico. Livros não entravam na casa da minha infância e adolescência. Só papel de embrulhar pães e garrafas de leite (em vidro) com a palavra LEITE DE VACA. Mais tarde, só as cartilhas "Caminho Suave" entravam na minha casa paterna. Minha mãe mal sabia ler e escrever. Ela era da velha cultura familiar: Mulher precisa aprender a cuidar bem da casa, aprender a cozinhar, fazer renda de bilro pra casa e saber cuidar do marido e educar bem os filhos. Ao ouvir tudo isto, Eu sempre dizia:

- Não quero casar, quero ter uma casa cheia de filhos.

Minha mãe ficava apavorada e me batia. Ainda bem que tudo isto também acabou: As cintadas e pauladas que Eu ganhava de minha mãe. Era tanto, que o choro já não chegava mais. De tamanha que era a repressão, me tornei uma criança arisca e um tanto tímida. Bem diferente do que sou agora.

Sobre o meu estilo na arte de contar histórias, falei sobre chuvas de imagens ao fazer uso da minha fala corporal - algo que sempre aconteceu naturalmente. E quando alguém perguntava onde fiz a minha formação nesta arte, Eu ficava sem saber o que responder e desviava o fio da conversa. Só comecei a participar de cursos de formação pelo SESC e outras instituições, depois de 2005. Até então, lá andava Eu a trabalhar na formação de professores interessados pela arte de contar histórias por meio das universidades e outros órgãos que me chamavam para ministrar cursos de capacitações pedagógicas, coordenar projetos voltados a arte da oralidade e outras artes. Foi assim que fui construindo a minha história no universo literário e outros. Também sou oleira. Tenho um forno de queimar argila. Confesso que não sei de onde sai tudo o que tenho feito. Mas sempre gosto de ler os teóricos para me aperfeiçoar mais. Gosto de estudo e pesquisa na área que atuo desde que aprendi a me descobrir e entender o que faço. 

Expresso o meu saber com as asas da alma e as portas do coração. Sinto que a arte é feita de momentos vividos e coisas pensadas. Depois é só reunir todas as ideias e colocar o potencial criativo em prática.

Não sei de onde veio a ideia de que só posso falar sobre o que leio. E o que sabemos, onde fica e para quem vai servir? É preciso que o artista seja uma pessoa pública, com um nome importantíssimo pelo acúmulo de títulos, premiações, viagens por outros países, autor desta, daquela e de outras teorias escritas em livros, um pintor de telas que só os ricos conseguem ver e levar para casa...? No meu olhar, assim como é vista por muitos, Arte é feita, vista e sentida de diferentes formas. É um momento sublime, destes que só as almas sensíveis podem fazer. Arte de verdade não é reproduzida em série. O artista, no seu momento sublime, não consegue fazer a mesma criação em série. Sempre vai haver uma diferença em cada peça, porque a primeira criação sempre será a única pelos detalhes que não se repetem nas suas réplicas.

Então digo: Arte é algo que só os tolos não sabem dizer por não saber sentir as mãos que a gerou, os seres que a habitam, as energias que tocam o sentimento, a capacidade de ver as imagens em cena. E, muitos se limitam na expressão e no espelhamento das ideias nascidas da própria sociedade e seus vizinhos dominantes: os fantasmas que assustam suas almas. Tanto que na minha meninice, como também, muitos ainda fazem - usam elementos da Arte para intimidar os pequenos e assim ter a garantia do poder do mais forte contra o fraco. Aos mais esperto de todos que agem assim, os chamo de tolos. 

Os inteligentes, imaginativos e sensíveis, do seu jeito, sabem como tratar a uma Obra Arte. Mesma dizendo que não nasceu para ser artista, sabe apreciar quem sabe dar corpo e vida às ideias. São os que gostam de ir ao teatro, aos museus, às exposições artísticas e outras categorias, aos eventos onde pode estar diante de algum arteiro e sentar-se numa roda de histórias pelo prazer de ouvir e se encantar com os artistas da palavras. Contar histórias, desde o princípio da humanidade, independente do estilo do narrador, é uma verdadeira "obra de arte". Entretanto, o artista precisa estar sempre aperfeiçoando o seu processo de criação, sempre em busca de mais e mais saberes, saber buscar para fazer com saber. Se errar, saberá como fazer para continuar... Artistas precisam ser humildes na comunicação com o outro, certo de que o seu brilho não faz dele uma estrela. Artista que vira estrela, pode virar um cometa. Eu não quero ser cometa, nunca.

Tem gente que autonomiza a função dos artistas e passam a vê-los como interpretes do cotidiano social e das suas preocupações e valores sociais, muitas vezes conseguindo antecipar a própria evolução do artista ao revelar as consequências de determinadas tendências sociais. Portanto, a arte tem funcionado como um instrumento de crítica em cada momento social.

Não podemos, como tem sido estampado aos olhos de todos, reduzir as criações artísticas nas suas diversas categorias, restrita ao tempo em que foram criadas. A arte, desta forma, também manifesta a invulgar capacidade de superar as limitações próprias do seu universo. Para se compreender o processo de criação artística, é preciso levar em conta dois planos essenciais: 1)Sociedade, onde decorrem os momentos das aprendizagens do artista; 2) O universo imaginário ou fictício constituído pelo artista e corporizado nas suas obras; 3) O artista de posse de sua natureza, ora se faz, ora se apaga, ora se evidência naquilo que faz. Arte é feita por seres arteiros, não pode deuses.

A pedagoga psicopedagoga, que um dia entrou em mim, ainda vive grudada nas minhas expressões. ainda bem que ela sempre habitou os mesmos lugares que Eu.

Ao final, Mariani da Cunha chegou e iniciamos o ensaio para a abertura do Evento "Tempo de Histórias", no dia 04 de julho/2015, no CIC, às 14h. Evento para todas as idades. Gratuito!

Conseguimos clarear muitas ideias numa viagem pela história de quem gosta de fazer o que faz. Também viajamos pelos universos onde vivem os seres fantásticos e seus autores.

Foi uma entrevista com o recurso dos fios da memória e um ensaio surpreendente.

Claudete T. da Mata
Se alguém desejar ouvir mais, é só ir no meu blog pessoal: http://nocaldeiraodoscontosdeencantos.blogspot.com.br


FCC ABRE INSCRIÇÕES PARA FORMAÇÃO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS!

OFICINA "ESPAÇO DE HISTÓRIAS": FORMAÇÃO CONTINUADA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS E MEDIADORES DA LEITURA
Até 5 de julho/2015, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) abre as inscrições on-line (neste link) para a oficina gratuita Espaço de Histórias, que ocorrerá de 13 de julho a 23 de novembro, no Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis/SC. 

Serão oferecidas 137 vagas, em duas turmas disponíveis. Após a etapa on-line, os inscritos deverão comparecer pessoalmente ao escritório das Oficinas de Arte, nas dependências da Fundação Catarinense de Cultura, trazendo consigo um documento de identificação, entre os dias 6 e 10 de julho, das 8h às 18h, para efetivar a matrícula. 

OFICINA ministrada pela contadora de histórias Claudete T. da Mata, Presidente de Honra da Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH), é voltada a todos os públicos, desde professores até alunos com idades a partir dos 10 anos (acompanhado de um responsável), profissionais de todas as áreas do conhecimento, pais e comunidade em geral. O conteúdo a ser trabalhado foi elaborado para fomentar o refinamento da prática da oralidade, sacudir o gosto pelo livro e a leitura, pesquisar, estudar e incentivar estas atividades de difusão cultural capazes de contribuir com o despertar da sensibilidade humana, o imaginário consciente e o despertar da criatividade dos participantes envolvidos nestas atividades em grupo. Ao final do ano, os participantes recebem a certificação de formação, expedida pela ABCH e parceria. A certificação será de acordo com a carga horária frequentada, com mínimo de 70% das aulas (carga horária inferior não receberá certificado).

Os encontros ocorrerão conforme o cronograma abaixo:
Julho: 13/07 e 27/07;
Agosto: 03/08, 17/08 e 31/08;
Setembro: 14/09 e 21/09;
Outubro: 26/10;
Novembro: 09/11 e 23/11.

Turma 1 - 15h às 17h
Turma 2 - 19h às 21h

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail fabricio@fcc.sc.gov.br ou telefone (48) 3664-2639. 

SERVIÇO!
O quê?
Oficina Espaço de Histórias: formação de Contadores de Histórias e Mediadores da Leitura.
Inscrições?
Etapa on-line: até 5 de julho, no link http://goo.gl/forms/FHP6cvd6wz
Etapa presencial: de 6 a 10 de julho, levando documento de identificação ao escritório das Oficinas de Arte do Centro Integrado de Cultura (CIC)

Serviço:
O quê: Oficina "Espaço de Histórias"
Onde: Cinema, localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC) - Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis (SC)
Quando: Início dia 13 de julho - às 19h

Onde?
Cinema do CIC - Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis (SC)
Aulas?
De 13 de julho a 23 de novembro. 
Horário?
Turma 1, das 15h às 17h;
Turma 2, das 19h às 21h.
Participação gratuita!
-- 
Fundação Catarinense de Cultura (FCC)
Assessoria de ComunicaçãoFone: (48) 3664-2571 / 3664-2572 
Email: imprensa@fcc.sc.gov.br
Site: www.fcc.sc.gov.br
-- 
Antonio Vieira
Coordenador - Sistema de Bibliotecas Públicas de Santa Catarina
Fundação Catarinense de Cultura
Fone: (48) 3664-2515

DIA 09 DE JUNHO NO GRUPO BOCA DE LEÃO



Dia 09 de junho, das 15h âs 17h40, recebemos o jovem que pretende seguir a carreira do magistério: Aldo Rudy, no auditório da Casa de Asas. Foi uma tarde cheia de tensões e muitas pretensões. E demos asas à imaginação. 
Da esquerda à direita: Albertina Fonseca (Amante das artes do Japão), Natália Bueno (Advogada e, após vir para a nossa matilha, está mais apaixonada ainda pela arte de "escrever com a alma"), Saray Martins (Aposentada do serviço público, desde de 2012 vem se dedicando à arte de fazer o que gosta, para ser feliz. É questionadora e fala pelo corpo inteiro. Está vivendo uma nova fase da vida que muitos dizem: Maturidade), Aparecida Facioli (Uma senhora matreira, apaixonada por tudo que decide fazer. Também está passando por uma nova fase, que muito tem a deixado sem saber que caminho seguir: Se interpreta, canta, dança, escreve, nada ou conta?). É a Vida dentro de cada Um. É uma Estrada a escolher. Escolhi 3: Dedicação à Família, à nossa Matilha de Leões e à Primeira Academia Brasileira de Contadores de Histórias. Larguei o teatro e outras tantas andanças. Foi o meu tempo de escolher! Albertina e Natália foram adotadas pela nossa Matilha, no início deste ano (2015), depois que conheceram o grupo em outubro de 2014. Elas gostaram e agora se apaixonaram pelos trabalhos dentro da Matilha. Sabem que não vamos viver sempre um Encontro de Rosas. Entretanto, sabem que a Vida em Grupo é uma estrada cheia de ondulações. Cabe a cada leão saber como trilhar por esta estrada de mão entrelaçada, na formação se uma corrente que não pode ser rompida.

 Cada Elo precisa ser feito por uma Matilha de Leões cheios de AMOR, HARMONIA, ENERGIAS DE LUZ, RESPEITO PELA GUARDIÃ, AOS AMIGOS E SUAS FALAS, COERÊNCIA NO QUE VAI DIZER, CUIDADOS COM OS VERBOS RUMINAR PELO EGO, DEDICAÇÃO AOS TRABALHOS, SAPIÊNCIA NA SOCIALIZAÇÃO DOS SABERES, ESTUDO, SABEDORIA NOS MOMENTOS DAS DISCUSSÕES, COOPERAÇÃO COM QUEM NECESSITA, CONFIANÇA NAQUELE QUE LIDERA, SEM DEIXÁ-LO CAIR NO DESCRÉDITO PERANTE O GRUPO, SABER O MOMENTO E O LUGAR DE FALAR AO OUTRO O QUE PENSA SOBRE AS SUAS ATITUDES E CAPACIDADE DE SABER - ALGO QUE NEM SEMPRE DEVER SER FALADO EM GRUPO, AGIR COM RESPEITO AO FALAR SOBRE O BOCEJAR DAS IDEIAS DO OUTRO TAMBÉM É UMA ARTE INTERESSANTE. APRENDER A RECEBER O PENSAMENTO DO OUTRO, DA MESMA FORMA QUE GOSTA DE LEVAR AO OUTRO AS SUAS APRECIAÇÕES. RESPEITAR AS FONTES DE CONHECIMENTOS LEVADOS AO GRUPO, TAMBÉM É UMA CAPACIDADE HUMANA QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA. RESPEITAR AS PRODUÇÕES DE OUTROS AUTORES E ATORES, TOLERÂNCIA, PERSEVERANÇA, VONTADE DE QUERER FAZER, APRENDER A APRENDER, SABER VER, OUVIR E FALAR COM SAPIÊNCIA... UM POR TODOS E TODOS POR UM!  SABER RECEBER OS NOVOS LEÕES, É ALGO MUITO IMPORTANTE. TODOS PRECISAM ESTAR CERTOS DE QUE ESTAREMOS SEMPRE JUNTOS, ONDE O BEM SEMPRE VAI AFASTAR O MAL.

Assim foi. As leoas foram se apresentando ao novo Leão: Aldo Rudy, que também se apresentou e mostrou um dos seus projetos, seu interesse em estar conosco, suas pretensões ligadas à arte da oralidade, da escrita e das imagens... Foi uma fala intrigante, cheia de complexidades na explanação de cada desejo. Porém, as Leoas souberam como se comportar diante de todas as estranhezas que levaram, intimamente, muitos à catarse.

Aldo mostrou ser um jovem sedento de saber e muito a contribuir. Chegou até nós, cheio de anseios e muitos desejos. É um tanto arrojado no jeito de chegar. Logo foi tirando de dentro da mochila os seus projetos nascidos dos seus anseios e amor à arte da oralidade e das imagens, do desejo de saber como fazer a sua arte acontecer, também, aprender outras mais.

A chegada de Aldo ao grupo, provocou uma dose de estranhamento em todos. Normal para quem ainda não havia encontrado alguém assim como o nosso jovem e novato Leão. Ele chegou meio acanhado, entretanto, quando ganho o espaço de apresentação, mal conseguiu ouvir a Leoa Saray Martins, a primeira a se apresentar a ele e falar sobre a sua trajetória e o seu carisma pela OLBL, que mesmo vendo a inquietação do jovem cheio de anseios, a nossa Leoa conseguiu ir até finalizar sua fala. foi quando o jovem professor fez uso da palavra e começou a tirar suas dúvidas relacionadas à arte de contar histórias em sala de aula e por meio dela estar contribuindo com o processo de ensino e aprendizagem. Seja por meio da oralidade ou por meio digital, não importa a forma. Seu jeitão de quem está chegando cheio de expectativas, já falando pelos cotovelos e circulando o olhar a gesticular e se falar sobre ele, sem fronteiras. Cheio de perguntas, curiosidades, querendo saber de tudo e ter todas as respostas ao mesmo tempo - assustou as leoas e agitou a cabeça delas: Saray Martins, Natália Bueno, Aparecida Facioli e Albertina S. Fonseca. Fiquei no meu papel de observadora e orientadora. Confesso que não foi uma tarefa de faz-de-conta. Mas consegui contornar o estranhamento e colocar o grupo em posição tranquila, após o jovem ter se acalmado e ter conseguido escutar todas as falas. A ansiedade, em alguns momentos, o deixou sem concentração. Entretanto, ao ser chamado por mim, para voltar a atenção a quem estava de posse da fala, ele conseguiu ficar centrado na conversar que foi ganhando corpo e deu um belo resultado. 

Neste dia nove, os nossos leões deixaram as leoas sozinhas. Mas elas, como todas as leoas das savanas deste mundo, souberam dar conta de todas as tarefas e conseguiram satisfazer as dúvidas e o desejo de saber mais sobre a proposta da nossa OLB, acalmando o jovem leão. 

Após todas as apresentações e as Boas-vindas ao Leão Aldo, agora com todos mais a vontade e o jovem ter coçado inúmeras vezes a sua cabeça abarrotada de conteúdos a serem trabalhados e,  conseguir sossegar um pouco, para ouvir cada leoa, as apresentações prosseguiram no ritmo normal. 

As leoas, falaram sobre as suas trajetórias, antes de após chegarem à nossa Matilha. Conseguiram passar ao jovem a estadia experiencial na Boca de Leão, até a atualidade. A ministrante também respondeu uma sacola de perguntas feitas pelo novato leão e encerrou as apresentações com a abertura de um momento de apreciação sobre uma das categorias literárias da contemporaneidade: A Literatura de Cordéis. Mostrou ao grupo presente, uma coleção de  cordéis que a autora Mariani Bigio diz ser para crianças. 

No decorrer dos meus estudos e pesquisas, sempre passeando pelo universo literário e conhecendo um pouco de cada intenção dos autores visitados, descobri que na práxis da oralidade não existe esta ou aquela categoria literária. O que existe é a forma de narrar na oralidade. Vejo assim porque conto histórias para todas as idades ao descobrir que precisava trabalhar a narradora que existe dentro de mim. Ela precisa conhecer o enredo, as personagens e suas característica e a carga emocional de cada uma. Se não entro no universo imaginário, não consigo exteriorizar a minha narradora. Ela precisa estar dentro de cada momento da histórias, vestir-se e interpretar as personagens ao mostrá-las ao público, ter consciência emocional e corporal sempre bem trabalhada, assim, ao chegar a hora de entrar em cena e soltar o verbo com todos os seus elementos, não importa o estilo, a narradora consegue soltar a história e dar asas à imaginação.

Num simples gesto, o contador de histórias consegue desenhar os elementos no ar: constitui as imagens virtuais que são vistas pelo leitor-ouvinte. E o encantamento acontece, podendo levar os ouvintes até à catarse. Então, seja lá qual for a categoria literária explorada, o contador de histórias de caso com o universo imaginativo, pode alcançar mais de 80% do seu público. Entretanto, se alcançar menos que isto, já conseguiu alcançar o suficiente para saber o quanto ainda precisa aprender. 

Após mais uma rodada de estudo e debate, a ministrante mostrou a todos uma coleção de cordéis para crianças, com respeito aos princípios da burocracia literária, e todos escolheram um cordel que vai ser utilizado para o exercício de mediação da leitura.

Até Aldo Rudy escolheu um cordel e se propôs fazê-la. Fechamos este encontro com uma palavra de rejuvenescimento em grupo. E corremos para o CIC, onde Eu, Saray e Aparecida fomos à Reunião de Diretoria da ABCH.  Os demais leões não pertencem a Academia, por esta razão, se despediram e cada qual seguiu seu rumo cotidiano.

Ao final, todos seguiram as suas vidas, de volta para casa, mais tranquilos e certos de que o próximo encontro, também, vai ser ESPECIAL.

Em certos momentos e ocasiões, principalmente quando estamos em grupo, é preciso ouvir, saber o momento certo de falar, ver com os olhos de águia e escutar o coração!

Claudete T. da Mata




quarta-feira, 24 de junho de 2015

Jogo de Improviso: Velho João, o filho da bruxa - Claudete T. da Mata e ...



Em 16 de abril, num jogo de improviso consegui mostrar aos contadores de histórias, presentes a mostrar um pouco das suas culturas, não consegui sossegar e deixar a Nossa Santa Catarina sem ser vista, lá em Ponta Grossa/PR/BR. O contador de histórias, professor universitário e ator Ailton Guedes (SP), contracenou comigo sem antes ter me conhecido. Foi um momento único. Claudete T. da Mata

Relato de uma Contadora de Histórias - Segunda Parte!



No II Festival Nacional de Contadores de Histórias, fui levada à uma das faculdades de Ponta Grossa para estar entre três colegas do universo acadêmico. Foi um momento importante. consegui, um tanto atrapalhada com o microfone, consegui até cantar a canção "Todo mundo conta histórias", do contador de histórias, cantor e compositor chileno "POLLO", morador da Lagoa da Nossa Senhora da Conceição, na Ilha de SC. Sempre me atrapalho, entretanto, sempre consigo seguir em frente ao deixar o acanhamento de lado. Claudete T. da Mata

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Dia 19 de Junho/2015 - Ensaio do Grupo Boca de Leão e dos Acadêmicos da ABCH


Dia 19 de junho - No Centro Integrado de Cultura (CIC), durante o ensaio com o grupo da Oficina Literária Boca de Leão e da Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH), conseguimos ter um momento de exercícios de consciência corporal, para prepararmos uma boa apresentação na ABERTURA DO EVENTO "TEMPO DE HISTÓRIAS", DIA 4 JULHO/2015, no Cinema do CIC, às 14h. Vai ser um evento para todas as idade.

Antes do exercício de consciência corporal: "Interpretando com expressão de alegria, tristeza e euforia", com a colaboração de Agustina Fernández, paramos para relaxar o corpo e aquecer a voz.

Após o tempo de prática/ensaio, tivemos uma pausa e aproveitei para olhar a porta do cinema do CIC. Foi quando, por alguns segundo que parecia um longo tempo, parei e consegui ver o tanto que já caminhamos até chegar no Cinema do CIC.

Viajei e vi quantos lugares já nos receberam, quantas pessoas continuam nos procurando, quantos estão nos visitando e gostando do que já fizemos, estamos fazendo e ainda temos para fazer. São pessoas que, aos poucos, estão vindo para a nossa Matilha, onde são bem recebidos. No Grupo boca de Leão, os que chegam conseguem encontrar o que desejam

É tão gratificante ver o quanto estamos sendo uteis às pessoas, à sociedade, à cultura e à todas às artes que ,vão aos poucos ganhando espaço entre nós. Então me emocionei escondida dentro de mim. 

Só em pensar que também debatemos tudo isto e o quanto conseguimos ao longo de 3 anos, manter a harmonia entre o nosso grupo - É um Presente de Deus!
A Agustina (no canto esquerdo do quadro branco), no seu segundo dia conosco, já está aberta aos trabalhos em grupo. Participou dos exercícios com uma humildade linda de ver. Ela tem formação em arte teatral, mas em momento algum negou o que ouviu respondendo às solicitações da ministrante e revelando o seu saber ao reforçar o que ouve. Ela está se entrosando com o grupo, conhecendo o que vei buscar entre nós e contribuindo nos exercícios de aquecimento da voz sem discordar com o que vê e ouve da ministrante, por ver que o conteúdo explorado oralmente e colocado no blog para estudo da matilha e seus leitores, vem contribuir com o crescimento e a formação continuada do grupo.

Agora, com a introdução e os exercício da arte de mediar o livro e a leitura, o processo de formação dos contadores de histórias está mais cheio de conteúdos que só vem contribuir mais ainda com o refinamento dos estilos apresentados. Tudo sem modificar a práxis de cada integrante.

Estarei, daqui por diante, a trabalhar a Memória Sensorial dos contadores e dos escritores de cada integrante Boca de Leão, bem como, a sua sensibilidade no mundo e o tratamento voltado à arte da palavra oralizada no momento da história. Levar a cada um a arte de saber como Alimentar as propostas da gestualidade no fazer com a "alma" emocional quando está dentro do universo do conto. Neste processo contínuo, Saber como sair da histórias e recuperar as emoções guardadas - aquelas que as pessoas vão acumulando ao longo da vida e, no caso dos contadores de histórias, as desenvolvem naturalmente. Então todas as memórias precisam ser trabalhadas, assim como faziam e ainda fazem os Griouts que, além de reunir o povo para ouvir as suas histórias, sem jamais terem passado por cursos de formação profissional ou amador, eles cantam enquanto circulam pelo enredo dos contos, dançam, tocam instrumentos muitas vezes feitos por eles mesmos, contam as histórias por meio das quais vão passando as suas culturas e as suas arte para que continuem sempre vivas na Memória Sensorial, e também vão fotografando as cenas que resultam do real e do imaginário. Assim sabem como aprender a aprender cada Ritmo e gradação das emoções a começar pela respiração aliada de forma instintiva à emoção retratada pelo narrador. 
A Albertina S. Fonseca, sempre alegre e colaborativa, está apaixonada pela mediação da leitura, outro caminho da arte de contar histórias que poucos tem explorado. Uma arte para poucos. Ler de maneira animada, exige entrega da carga emocional e todas as memórias sensoriais em cada momento do narrador, quando o corpo fala diferente e a voz é do contador, aquele sabe quando chega a vez das personagens as emoções retratadas não são do narrador. Entretanto, o narrador oral, seja numa contação de histórias ou numa mediação de leitura, precisa ser um Ser consciente de Corpo e Alma sempre abertos ao entrar em cena.
Esta leoa esta encantada com a arte de ler e mediar o livro. Está a "fazer e ser" cada vez melhor.  É uma contadora de histórias que desejar sempre fazer o melhor e dar o melhor de si.
Ela está aberta ao novo sabendo aproveitar, com aquilo que já sabe, para refinar a sua práxis e revisar conteúdos que lhe mostram o quanto ainda tem a aprender para ser uma viajante da arte de contar histórias e saber manipular os elementos virtuais e concretos que animam a narrativa e encantam quem a ouve e vê contar. 
Albertina está aprendendo a entrar no universo das histórias e se entregar com a alma. Ela é generosa com os colegas e está sempre disposta a cooperar. É transparente nos seus sentimentos. Então está aprendendo a aprender como retratar as características emocionais das personagens. Ela está deixando o corpo falar. 
 Aparecida Facioli, uma senhora beirando os seus 70 anos de idade, aos poucos está se encontrando dentro do universo imaginário, lugar onde a conscientização da necessidade de trabalhar a Memória sensorial e emocional se faz necessário para quem quer ser um contador de histórias com consciência do corpo inteiro, junto ao saber da arte de contar, imaginar e retratar o universo imaginário. Ela tem se esforçado muito para fazer o melhor. Entretanto, sabe das suas necessidades, dos seus limites e das grandes oportunidades que exigem do narrador oral, a busca constante do saber e da importância da entrega para fazer o melhor de si, não o brilhar mais que o outro.
 A vovó Aparecida, como deseja contar histórias e com elas complementar a sua renda, ouve atenta as orientações recebidas no grupo, em especial pela ministrante, e tem se esforçado e deixado fluir as asas do seu imaginário. É o que sempre falamos: em grupo precisamos expor as nossas ideias, nossas dificuldades, nossas intensões a impressões que temos de cada momento falado, ouvido e trabalhado pela ministrante. E saber sobre a importância da busca pelos estudos e pesquisas teóricas, ler outros autores e ouvi-los falar sobre os seus anseios, não muito diferentes dos nossos... Buscar outros autores, é um meio de encontrar referências que vão orientar as nossas práticas e abrir caminhos para encher o nosso repertório de histórias apaixonadas por nós, vice-versa. 

Contadores de histórias e mediadores do livro e da leitura, precisam estar sempre de caso com a palavra e ruminar sempre os verbos. De repente, fazer como as lavadeiras de Alagoas. Aquelas que tanto orientavam o processo criativo de Graciliano Ramos deixando-o cada vez mais atento na hora de escrever as suas memórias.
 enquanto Aparecida narrava uma histórias de cordel para criança, da autora Mariani Bigio, Albertina ia dando as deixas a ela, nos momentos do branco.
Foi uma experiência boa e muito produtiva. As contadoras não se sentiram menores. Ao contrário, sentiram que a colaboração do outro só vem contribuir com o crescimento individual e coletivo de cada um. Elas sabem que, o contador de histórias prepotente, corre sérios riscos de ficar no engessamento do processo narrativo, podendo ficar sem condições de olhar para dentro de si e ver o quanto precisa melhorar...
 
Entretanto, a contadora de histórias, Aparecida Facioli, aos poucos está se conscientização da necessidade de trabalhar a Memória que vai dar Vida ao corpo que, quando bem trabalhado, saber como retratar as emoções e separá-las para contar, imaginar e mostrar ao público o universo imaginário. Ela tem se esforçado muito para fazer o melhor.

Todas receberam orientações sobre como circular pelo ambiente de cena, como trabalhar a voz do narrador e a voz das personagens durante a oralidade das histórias com diálogo e como interagir com as palavras faladas e lidas (mediação da leitura) e como interagir com os elementos de animação das das histórias, como dar vida aos elementos no tempo e espaço deles - momento em que o narrador precisa ficar neutra ao dar vida aos personagens.

Agora começamos os ensaios de preparação do narrador para as apresentações do espetáculo "Tempo de Histórias". Então todos os contadores precisam aprender como fazer a associação da fala falada automática e sistematicamente saber como fazer as proposições gestuais e verbais no momento do narrador, por exemplo: ao retratar as personagem e suas emoções. 

Durante os ensaios, todos vão sendo orientados pela ministrando, sobre como desenvolver uma linguagem total: verbalizada e visualizada pelo contador de histórias ao exteriorizar e dar asas ao seu narrador. Quem estiver participando dos ensaios vai estar refinando a sua práxis ao aprender a aprender como fazer em cena.

Claudete T. da Mata