quarta-feira, 28 de maio de 2014

DIA 29 E 30 DE MAIO, NA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA, FOI ASSIM!


A Biblioteca Pública de Santa Catarina também partiu de um sonho não sonhado só. Ela completou 160 anos no dia 31 de maio!
DIA 29 DE MAIO

Na comemoração de seu aniversário, com início nesse dia, deu-se a abertura com a palavra das autoridades presentes e



 os Parabéns aos 160 anos da histórica Biblioteca Pública de Santa Catarina, com a presença de seus bibliotecários e toda a equipe de servidores.


 Foi uma tarde de lançamento do livro catálogo de jornais que fazem parte do acervo histórico da BPSC, desde o século passado. e uma conversa com escritores de Santa Catarina.

DIA 30 TEVE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COM A TRUPO BOCA DE LEÃO
Tio Alonso com sua barba vasta e graúda, abriu a rodada de histórias com Claudete da Mata, caracterizada de Dona Baratinha narrando sua histórias:
A barba do tio Alonso
Autora: Emma King - Farlow

Ilustração cênica, foi montada com objetos de improviso, por Claudete da Mata!


A barba do meu tio Alonso
era tão vasta e graúda
que vivia nela enrolada
um montão de gente miúda:

um veterinário e seu coelho,

um doutor, um agricultor,
uma freirinha gorducha,
tinha até mesmo um ator!

Fosse minha a sua barba,
eu não gostaria por nada
que aquela gente engraçada
fizesse dela a morada.

Mas tio Alonso, ao contrário,
parecia apreciar:
"Pois me fazem companhia,
e tenho com quem papear
e uma boa conversa...
melhor coisa não há!"
(Texto inicial, do livro A barba do Tio Alonso/Emma King-Farlow)

Em seguida, Andrea Dias entrou em cena com o conto do "Jacaré"


Um conto cheio de animação com o boneco Jacaré contador de histórias.


Depois de encerrada a história o Jacaré voltou para dentro de sua caixa.

Era a vez da segunda história que saiu de dentro da mala, que não foi registrada!

A contadora de histórias Aparecida Facioli narrou uma releitura de sua autoria: O Gambá e a Toupeira, sem tempo para narrar O lobo e os sete cabritinhos, tão esperado pelas crianças. Então ficou para uma próxima vez.
Ao final:
Após todas as narrações de Claudete da Mata ao lado de seu amigo-irmão Joel Vigano (ator e contador de histórias, atualmente morando no Rio de Janeiro), Idê Bitencourt (que não foi registrada r falta de quem o fizesse) e Aparecida Facioli (de blusa vermelha), registraram este momento com os alunos da "Escolinha de Arte" do Centro Integrado de Cultura - CIC/FCC.

E no dia 02 de junho de 2014 nasceu a primeira Academia de Contadores de Histórias do Brasil - A primeira de outras tantas!

Você foi nosso convidado!

terça-feira, 27 de maio de 2014

ENCONTRO BOCA DE LEÃO - 16 DE MAIO DE 2014

Momento de criação!

Quando escrevemos somos um narrador silencioso. Então, feito um artista plástico, desenhamos e pintamos o enredo, emprestamos o nosso corpo interior, o nosso coração e as nossas emoções às personagens. Porém, nesse momento, é preciso desligar o relógio  e pular de fora para dentro. (Bruxa da Mata)


PAUTA PARA A ORGANIZAÇÃO DO CICLO DE APRESENTAÇÃO DO ESTUDO LITERÁRIO
CONTOS DE MARINA COLASANTI
“A Menina Arco-íris!”

1° Momento – Após as Boas-vindas a todos, foi repassada as informações sobre o preenchimento e a importância das fichas cadastrais e do recadastramento de quem está conosco desde 2012, incluindo a declaração de autorização de uso de imagem.

2° Momento - Com todos reunidos em círculo, sob a coordenação de Claudete da Mata, deu-se inicio à leitura do conto a MENINA ARCO-ÍRIS, seguido da apresentação do Roteiro de Imagem, onde todos interagiram contribuindo com a análise feita por Natália que trouxe seu roteiro preenchido.




Natália Rigo abriu a roda de análise com a leitura do "roteiro de imagem" entregue no encontro de 11 de abril. Roteiro que estaria auxiliando o grupo na organização de suas leituras.
 LEITURA DO ROTEIRO DE IMAGEM
"A MENINA ARCO-ÍRIS"
(Marina Colasanti)

* A força das palavras em Marina Colasanti? Poética. Rica. Intencional e plena. As palavras e períodos são breves, mas cheios de significados.
* Como a autora expõe suas ideias? Partindo de uma forma peculiar de escrever o texto, apresenta uma linguagem bastante poética e com conteúdo implícito.

* De que forma ela constrói o enredo, sem deixar de lado a leveza exigida no gênero proposto? Numa complexidade equilibrada da sequência de palavras, de ideias e de imaginações.

* Definição do gênero:
Gênero conto, creio eu. Infelizmente, ainda não tenho muito conhecimento sobre classificação e categorias dos gêneros literários. Não sei como são divididos e ainda não conheço os autores que, porventura, propõem uma classificação. Se puderem indicar alguma bibliografia que traga isso agradeço muitíssimo. Penso, no entanto, que seja algum gênero que corresponda a um caráter poético e fantasioso da história.

* Como ela retrata as situações trabalhadas...? Retrata de forma descritiva, mas sem excessos. É sucinta, porém é leal com sua intenção. É certeira nos períodos simples, curtos. São poucos os parágrafos longos. A linguagem é poética, incomum.

* Existe a exposição de assuntos contemporâneos? Quais?
Acredito que sim, pois ao meu ver ela aborda questões atemporais, como a relação entre mãe e filha, imaginação infantil, criatividade e o poder fantasioso de criança, felicidade (entendida por mim nas cores) e como ela pode ser facilmente compartilhada, pureza, alegria e vida nas cores.

* Ousadias da autora no seu processo de criação do conto:
Pensando em uma leitura da história realizada por crianças talvez algum termo ou outro que o leitor possa desconhecer, também a construção do texto e a ordem sintática estabelecida que traz uma razoável complexidade para a leitura e, talvez, narrativa. Imaginação e muita imaginação. Fantasia, criatividade para colocar em diálogo tantos personagens, para cruzar tantos locais e situações, capacidade de prender o leitor na história. A estrutura da história e do enredo, ou seja, a sequência dos fatos como eles acontecem de modo a levar a leitor conseguir enxergar Virgínia de longe, na mesa com o leite derramado... 

* No seu todo, o que a história nos revela? A capacidade de se compartilhar uma felicidade pura, uma alegria. A habilidade inata de talvez uma criança conseguir despertar nos adultos sentimentos positivos, vida...

* Quais são os elementos mágicos utilizados pela autora? Ao meu ver elementos mágicos empregados foram aqueles que a autora se valeu para conseguir fazer o leitor (no caso eu, leitora) a estar envolvida em duas histórias ao mesmo tempo: o sonho de Virgínia e o que na "vida em si" havia acontecido.

* O conto serve para ser trabalhado na narração oral, na mediação do livro e da leitura com o público infantil? Coloque a sua visão! Acredito que sim. Penso, no entanto, que por conter uma estrutura textual um tanto complexa e incomum, o narrador precisará estudar muito para preparar sua narração. A mediação do livro pode sim ser realizada, perfeitamente, desde que feita com responsabilidade procurando observar a riqueza da história.

* Minha opinião sobre Marina Colasanti e o que consegui perceber do seu estilo de criação literária: Um estilo poético de escrita, absoluto domínio da forma escrita para a linguagem literária, peculiaridades de ferramentas para envolver o leitor na escolha do tema, no enredo, nas características dos personagens e suas relações.

* O que mais gostei da história: Gostei de tudo. O que mais me encantou foi o enredo, a história em si e como ela foi exposta.

* O que não gostei da história: Nada. Gostei de tudo. Amei. Não gostei apenas do fato de eu não ter compreendido a história na primeira vez que eu li. Talvez falte hábito mesmo de leitura de textos desse gênero. Mas, encaro isso como um estímulo para continuar lendo esse tipo de história e mais obras da autora para conhecê-la melhor,

* O que esta leitura representou para mim, enquanto escritora e leitora?
Que é possível criar uma obra rica, leve, pura e que emociona e toca o leitor em sua mais profunda essência e infância. Mas, que para um escritor chegar a essa habilidade com as palavras talvez leve longo caminho de estudo a ser percorrido e, claro, regado de paixão pela leitura e escrita.

* À quais reflexões o texto me levou?
As reflexões foram inúmeras. O quanto um texto pode trazer inúmeras inferências para um leitor, o quanto um texto pode ser perfeitamente possível para qualquer leitor e em cada leitor fazer um sentido e ter um significado (função essa da literatura enquanto arte). Reflexões acerca do texto e sua constituição peculiar, poética. Da criatividade do enredo, dos personagens. Reflexões da forma como essa história poderia ser narrada em língua de sinais, uma vez que infere (inferiu ao menos pra mim, enquanto leitora) dois cenários e situações distintas numa mesma história. Reflexões sobre a escolha dos termos empregados pela autora, entre outras...  (Natália Rigo, integrante (iniciante) da Oficina Literária Boca de Leão)
Sob a orientação da Ministrante, o grupo prosseguiu com a análise do texto da Menina Arco-íris, de acordo com o número de leitores presentes.
O Roteiro de Natália levou o grande grupo à inúmeras reflexões sobre cada item relacionado ao texto em análise, o qual ainda estará sendo trabalhado em grande grupo, no encontro de 13 de junho.
 Após a leitura de Natália, Aparecida Facioli que fez a leitura de sua reflexão - um texto único. As demais foram se encontrando dentro dos roteiros apresentados, mas estarão mostrando as suas tarefas no próximo encontro (junho).
3° Momento - Abriu-se espaço para as discussões, revisões de ideias, onde todos puderam tirar suas dúvidas, fazer os seus questionamentos e aprender que o processo de criação literária vai muito além do simples ato de escrever.  

Natália enviará por e-mail, os seus levantamentos pós-leitura, escritura do roteiro e anotações do estudo em grupo.

OBJETO DE INSPIRAÇÃO LITERÁRIA!
4° Momento – Foi colocado esta chave à mostra, sem passar de mão em mão.
 Após o tempo de observação do objeto exposto, cada integrante recebeu uma folha em branco e na sua margem superior, foi solicitado que escrevessem uma palavra inspirada pelo objeto. Em seguida, após orientações para o processo de criação literária, todos iniciaram a elaboração de um mini conto, tendo somente 5 minutos para tirá-lo do imaginário e coloca-lo no papel.

O tempo assustou alguns, mas todos conseguiram tirar seus contos do imaginário. Após a conclusão da tarefa, foi feita a leitura de cada produção que foram entregues à coordenação do grupo, para serem trabalhadas no próximo encontro.

Contato: claudete_tm@hotmail.com





Bernúncia - Uma figura folclórica da Ilha de SC!



O bernunça ou bernuncia, como queiram chamá-la, é uma espécie de bicho-papão que, como diaz a tradição: come pão, come bolacha, come tudo o que lhe dão. Por isso ela engole tudo o que encontra pela frente. 

Esta figura folclórica, faz parte da brincadeira do boi-de-mamão da Ilha de Santa Catarina e municípios vizinhos.  

O boi-de-mamão é uma expressiva manifestação folclórica que ocorre no estado de Santa Catarina, Brasil, sendo encenado principalmente na região litorânea. Com origem nas brincadeiras com o boi feitas nos Açores, tem seu primeiro registro com este nome em Santa Catarina datado de 1840. Inicialmente era chamado boi-de-pano.

Trata-se de um auto em tom cômico, mas com um elemento central dramático: a morte e a ressurreição do boi. Apresenta elementos comuns com o bumba-meu-boi nordestino. 

(Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernun%C3%A7a - retirada no doa 27 de maio de 2014)
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Bernunça também é sinal de prenúncio!

Na minha meninice, era comum assistir a brincadeira do boi o ano inteiro, não somente em datas específicas do ano. Eu morria de medo que a bernunça comece os meus dedões das mãos, porque eu era acostumada a chupar meus ricos dedinhos e minha mãe sempre dizia:
- Minha filha, é bom parar de chupar dedo, senão qualquer noite dessas a bernunça vem e come os dois, cuidado!

Então quando minha mãe levava eu e meus dois irmão para ver a brincadeira do boi-de-amão, quando a bernunça entrava para a sua dança, eu enfiava todos os meus dedos das mãos dentro da boca. Nesse tempo, atrás do boi ia um mascarado todo de preto que numa noite de brincadeira do boi, ele levou o meu bico (uma chupeta cor-de-rosa). Dei a ele em troca dos meus dedões. 
Confesso que, mesmo sentindo o medo roer meu peito por dendro, o bicho que eu mais gostava de ver dançar era o "bicho-papão". Principalmente quando ele engolia uma criança atrás da outra. O dia em que ele me engoliu, acordei em casa, no colo do meu tio José. (Claudete da Mata)

terça-feira, 20 de maio de 2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dia 9 de Maio de 2014: Espetáculo Literário "Para Contar, Encantar e Imaginar!!

NO DIA 9 DE MAIO EM SÃO JOÃO BATISTA/SC, FOI ASSIM!
A integrante da Trupe de Contadores de Histórias Boca de Leão, Luiza Dias (11 anos de idade) deixou o público de São João Batista, interior de SC, assim: 
Atento às narrativas da "Libélula Encantada", "A Pata Felícia" e O Cavalinho" (contos de sua autoria), que despertaram a curiosidade de crianças e adultos, levando-os numa viagem ao universo imaginário do
"Certa vez... Lá pras bandas do sertão..."
Luiza Dias fez tudo direitinho - como manda a tradição dos velhos contadores de histórias, ela contou e encantou, cutucando a plateia que, mesmo sentada no chão,  ficou concentrada. A menina contadora de histórias narrou para 245 crianças e mais de 30 adultos.
Sua segurança corporal e espiritual, flexibilidade oral, expressão corporal, ritmo, timbre de voz, manuseio dos elementos mágicos na construção das imagens virtuais e na manipulação dos objetos de cena, foram surpreendentes. Ela merece os nossos Parabéns pela dedicação e disciplina que tem demonstrado ao longo desses 2 anos na Oficina Literária Boca de Leão.
Sua mãe, Andrea Dias, também encantou a plateia com a sua "mala mágica",
 De onde ela retira todos os objetos de cena, pertencentes a cada conto narrado. 
Os contos que saíram da mala, nesse dia 9 de maio, foram "Os Animais em Revolta" e "O Homem sem Sorte". Os dois despertaram muita curiosidade na plateia. Arrancaram risos e gargalhadas, com o esbugalhar de cada par de olhos... Claudete da Mata, entrou de Dona Baratinha, após registrar este momento ao lado do Coordenador Geral do Evento que leva o público às comprar e às histórias, no Supermercado Koch/SJB/SC, Jerauci acompanhado de sua grande amiga e Promoter do Evento - A escritora e Presidente da Academia de Letras de Nova Trento/SC Maria do Carmo Tridapalli Facchini.

 Resgatando um dos clássicos da literatura tradicional da Dona Carochinha. Com esta narrativa, a escritora e contadora de histórias, ministrante e coordenadora da Trupe Boca de Leão, deseja mostrar ao público infantil e adulto que essas figuras do imaginário popular não podem ficar no esquecimento, não podem acabar, muito menos parecer desinteressante.
Se para muitos, eles já não cabe mais às gerações da nova era, para quem sabe dos seus benefícios e suas necessidades implícitas nas nossas crianças que, hoje, passa a maior parte de seu tempo sob a manipulação dos novos meios de comunicação (Televisão e tecnologias digitais), caminhos inibidores da amplitude do campo simbólico no estímulo do imaginário, é que Claudete faz este resgate.

A contadora de história pensa e faz assim, porque sua veia pedagógica ainda pulsa forte. Ela sente falta desses contos que, além de entreter, também nos faz pensar. Pensar que a temporalidade não existe quando o contador de histórias entre em cena... Que suas narrativas, desde os primórdios da humanidade, elas vem servindo de estímulo à preservação da história e dos principais meios de se ter adultos abertos à sensibilidade com procedimentos éticos, mente saudável e capacidade de pensar a realidade, ontem, hoje e ainda depois.
Então, Claudete vai em busca do resgate deste gênero narrativo que teve seu início na tradição da "literatura oral". 
(Ainda não foram enviadas as fotos de sua apresentação)
A narradora de contos poéticos, Idê Bitencourt,  teve sua primeira participação em eventos fora do espaço da Biblioteca Pública de Santa Catarina, com os contos de sua autoria: "O Peregrino", "Bibi, a gatinha malhada!" "Ponte Luz".
Aparecida Facioli, também levou ao público um dos contos de sua autoria: "A Toupeira e o Gambé Ludovico".
Aparecida e Idê estão aprimorando as suas capacidades de narração oral em público. Sabem que o processo de formação de um contador de histórias não acontece num só passo de mágica, porque é preciso aprender a aprender, até ser solicitada, certa de que sua mala está sempre pronta!
Para finalizar essa tarde em São João Batista, regada aos sabores dos fios da memória, dona Baratinha retornou ao palco para encerras as histórias com duas cantorias.
 Para finalizar essa tarde em São João Batista, regada aos sabores dos fios da memória, dona Baratinha retornou ao palco para encerras as histórias com duas cantorias:

Todo mundo conta histórias!
Todos mundo conta histórias,
Todo mundo tem seu jeito de abrir o universo que tem dentro de seu peito.

ele é feito do que vejo,
do que sinto a cada instante,
olhando as pequenas coisas e os grandes movimentos.

Ah, me deixo levar
E vivo a vida que me deram de presente....
Ah... Tenho a lua a me guiar.
E agradeço tanta coisa pra conta!

(Letra e música do chileno Pollo e sua esposa, uma criação elaborada para abrir todas as Rodas de Histórias da Igrejinha da Universidade Federal de SC, sob a Coordenação da Professora Dra. Gilka) 

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 Tomara!

Tomara, toama que
tomara, tomara cá...
Tomara que um dia eu volte,
volte pra este lugar.

Um pouco de mim deixo aqui,
outro pouco vou levar...

Tomara que um dia eu volte...
Pra este mesmo lugar!!!

(Letra e música de Andrea Dias - Um criação elaborada no dia 22 de março, para fechar a inauguração da Biblioteca Comunitária: Projeto Infância Brasileira, na casa da vó Dora, lá no bairro Areias do Campeche, no Sul da Ilha da Magia/Florianópolis/2014.) 
 As crianças cantaram conosco, ao serem convidadas a levantar do chão.
 Hora do lanche e uma parada para um retrato de alguns representantes da Academia de Letras de Nova Trento, onde Claudete da Mata ocupa a cadeira n° 25, da Patronesse catarinense: Antonieta de Barros.
Menina Luiza, esta fonte de conhecimento é para você ver a força da mulher, independente de seu tamanho, sua cor e sua origem social!

Uma mulher sem medo!

 No início do século 20, nascia na Ilha de Santa Catarina, em 11 de julho de 1901, a minha Patronesse Antonieta de Barros. Ela era de família humilde e na infância ficou órfã de pai, sendo criada por sua mãe.

Aos 17 anos, Antonieta ingressou na Escola Normal Catarinense, em Florianópolis, onde concluiu seus estudos em 1921. Movida pelo seu jeito arrojado se ser e de querer fazer as coisas ela fez a diferença. Dessa forma, movida pelo espírito de mudanças, foi a primeira deputada negra do Brasil, e a primeira mulher da nossa Ilha a ingressar na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. 

Foi uma educadora espetacular, escritora e jornalista atuante. Fez tudo sem medru esforços. Para alcançar os seus ideais, ela rompeu inúmeras barreiras sociais, que, no seu tempo, eram inusitados para as mulheres que, na visão machista da época, mulher tinha que aprender a bordar, costurar, cuidar bem de uma casa, cozinhar, cuidar bem de seu marido, educar os filhos e fazer rendas de bilro... E se tratando de uma mulher negra, tudo era muito mais difícil, mas não para a jovem Antonieta que jamais medira esforços no alcance de suas conquistas. conquistas que foram além de sua época. E sem a sua visão de mundo e sua coragem, hoje não estaríamos aqui falando sobre ela.


Na década de 1920, Antonieta de Barros deu início às suas atividades como jornalista, criando e dirigindo, na Ilha de SC, antes Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis: o Jornal “A Semana”, mantido até 1927. Nessa mesma década, dirigiu o periódico “Vida Ilhoa”. Fundou o Curso Antonieta de Barros, que foi dirigido por ela até 1952, ano de seu retorno à espiritualidade..



Ela manteve intercâmbio com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, e na década de 30, na primeira eleição brasileira onde as mulheres puderam votar e ser votadas, Antonieta de Barros filiou-se ao Partido Liberal Catarinense. No final da década de 40, foi eleita deputada estadual - a primeira mulher a assumir um mandato popular no Brasil, passando a trabalhar em defesa dos diretos das mulheres catarinenses.

Mesmo após sua aposentadoria, Antonieta de Barros continuou ensinando as pessoas.
 "Educar é ensinar os outros a viver; é iluminar caminhos alheios; é amparar debilitados, transformando-os em fortes; é mostrar as veredas, apontar as escaladas, possibilitando avançar,
sem muletas e sem tropeços; é transportar às almas que o Senhor nos confiar, à força insuperável da Fé."
 
(Fonte de pesquisa, retirada em 12/11/2013: http://hid0141.blogspot.com.br/2011/02/antonieta-de-barros-1901-1952.html)


ATENÇÃO!
Ainda estaremos inserindo mais fotos deste evento.
Agradecemos aos nossos leitores - OBRIGADO!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

UMA HOMENAGEM AO DIA DOS TRABALHADORES - 01 DE MAIO DE 2014

NESSE DIA, A MENINA LUIZA FOI AO MUNICÍPIO DE GOVERNADOR CELSO RAMOS/SC, NA COMPANHIA DE SUA MÃE, ANDREA DIAS E CLAUDETE DA MATA.
 
Claudete, a pedido do Vice-Presidente da Academia de Letras do Brasil, levou a personagem Candoca, uma manezinha da Ilha de Santa Catarina, nativa do Bairro Ribeirão da Ilha, lá das bandas do Sertão, Região Sul.

Candoca chegou com 1h de atraso. Ela havia perdido duas caronas. Perdido não, uma ela trocou pela outra, que na hora de ir para o evento, avisou pelo face dizendo que não iria mais. Então Candoca ao chegar já foi animando a festa, contando as suas aventuras para ir à festa.
Foto
Candoca é despojada e um tanto agitada, como todas as manezinhas da Ilha de Santa Catarina. Ela  sempre inicia sua começando pela saída de casa até o os lugares por onde anda. Depois inicia as suas anedotas retratando um pouco da cultura de sua cidade e também do lugar onde vai.
Nesse evento em homenagem aos escritores catarinenses e paulistas (havia um escritor que veio de São Paulo para receber a medalha), Candoca deixou a festa mais animada, trazendo sua filha adotiva, Andrea dias, que contou à mãe, em público, a história de um morcego que chegou em sua casa, na cidade de Navegantes/SC, após a inauguração da Biblioteca Comunitária da Vó Dora, no Bairro Areias do Campeche (22 de março), Sul da Ilha de SC, arrancando risos e gargalhadas da plateia. Em seguida, as duas espalhafatosas foram à procura de Luiza para narrar o conto de sua autoria:
"A Libélula Encantada!"
 Lá pras bandas do Sertão morava dona Isautina, uma vovó muito...
A pequena contadora de histórias vem nos mostrar que a infância substancia um certo fim ao retratar seus períodos de encantamento nas suas vidas mais vividas... Nas suas mil possibilidades de falar as coisas, de sentir o mundo e de brincar sempre... 
Luiza mostra aos adultos a arte de contar e encantar, com uma simplicidade que faz dela uma eterna menina...
Uma menina que não gosta de brincar de bonecas, mas que gostas de brincar com os animais é apaixonada pela arte de escrever, contar e ouvir histórias.
Os seus contos são pautados nas suas memórias: coisas que presenciou, que ouviu falar, que sentiu, que vivenciou, que leu, que viu e gostou...
Luiza nos leva à uma viagem pelo sagrado, assim que começa a contar com o coração focado no universo a ser retratado por ela, com sua voz expressiva e bem ritmada. Fazendo o que muitos adultos dizem ser incapazes de fazer.
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Depois veio a vez da entrega das medalhas em homenagem aos trabalhadores, quando chegou a vez de Candoca:
 
Ela, acompanhada da netinha que ela viu nascer e está vendo crescer,
Candoca posou para um retrato:
Foto
Depois mostrou ao público, que criança também merece ser homenageada, independente da homenagem, desde que seja uma criança merecedora de tal mérito. Então...
  Luiza também recebeu uma medalha, a primeira da sua vida de escritora e contadora de histórias. Seus olhinhos estavam cintilantes de felicidade!
Foto
Juntas, as duas agradeceram a homenagem.
A nossa imaginação vai longe ao ver uma criança acompanhando os adultos, sem deixar a doçura da infância. é algo que incentiva, que desperta, que dá vida... É um momento de diálogo e muitas percepções, onde crianças e adultos aprendem juntos.
Foto
 Nesse processo de troca, vamos alimentando a nossa criança interior. Assim seremos eternamente crianças.
 Luiza retrata a menina Candoca e sua mãe retrata a sua juventude ontem, hoje e amanhã. As três juntas, mergulham no mundo da imaginação, levando com elas todas as pessoas ao redor. 
Sabedoras de que o imaginário não pode ser maior que a vida, é que procuramos estar sempre unidas!
 Olha aí a Vó Dora com seu sorriso sempre aberto, uma eterna criança!
Só não fica conosco aqueles adultos carrancudos, sem senso de humor, sem graça... Gente que esqueceu que um dia já foi criança... Gente que já envelheceu e nem se deu conta! 
 
Faça como a Candoca, arranque sorriso e muitas gargalhadas dos outros, mesmo que você esteja de boca cheia.
 
Na minha meninice, o tempo parecia não existir, parecendo não passar... Tudo era puro prazer de viver cada momento vivido, sem me dar conta do ponteiro marcador do tempo. Então tudo o que eu queria era brincar de viver, de ser, de mexer no mundo, conhecer tudo e fazer acontecer...
Na minha juventude, também não me dava conta  das coisas... Eu esbarrava em quase tudo, fazia o que podia, porém, obedecendo novas regras.
O que fazer quando estamos num mundo transbordando de regras?
Eu era do tipo obediente - fazia tal como dizia minha mãe: Manda quem pode, e quem tem juízo obedece!
Continuo brincando de viver porque do amanhã, nada sei...
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E não corte o sorriso de uma criança. Todas merecem uma medalha!
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Querido Leitor Boca de Leão, dia 9 de maio, a menina Luiza estará mostrando a sua arte de contar histórias em São João Batista/SC, no Super Koch, das 14h30 às 16h30, acompanhada da Trupe de Contadores de Histórias Boca de Leão!